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QUAEST MOSTRA EMPATE TÉCNICO ENTRE LULA E FLÁVIO BOLSONARO NO SEGUNDO TURNO E APONTA DESGASTE DO GOVERNO

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Quaest revela um cenário de equilíbrio extremo para a disputa presidencial de 2026. De acordo com o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados em uma simulação de segundo turno, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O resultado acende um sinal de alerta no Palácio do Planalto e renova o ânimo da oposição, que vê o nome do herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro crescer nas pesquisas de intenção de voto.

Os números consolidados pelo instituto mostram que Lula oscilou para 42% das preferências, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 41% dos votos válidos simulados. Em relação ao levantamento anterior, o senador registrou um avanço de três pontos percentuais, redução da diferença que antes era favorável ao petista. Especialistas ouvidos pela reportagem atribuem a alta do parlamentar ao aumento da rejeição ao governo federal nos últimos meses, especialmente entre o eleitorado jovem e nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde o bolsonarismo mantém força eleitoral significativa.

O levantamento também aprofunda o diagnóstico sobre o ambiente político atual ao mensurar os índices de aprovação e desaprovação da gestão federal. Segundo a Quaest, 48% dos entrevistados reprovam o governo Lula, contra 45% que aprovam sua atuação – um resultado que, dentro da margem de erro, sinaliza empate técnico também nesse quesito. Os dados indicam que a percepção negativa sobre a economia, a inflação dos alimentos e a lentidão na entrega de promessas de campanha têm pesado contra o chefe do Executivo, mesmo com a manutenção de programas sociais de alto apelo popular.

No recorte sobre o comparecimento às urnas, a pesquisa revela um dado preocupante para ambos os lados: 13% dos eleitores declararam que votariam em branco, anulariam o voto ou simplesmente não compareceriam à votação, enquanto outros 4% permanecem indecisos. Somados, esses 17% representam um contingente expressivo de mais de 25 milhões de eleitores que, neste momento, se mostram desengajados ou insatisfeitos com as opções apresentadas. Especialistas em ciência política ressaltam que esse universo será o grande alvo das campanhas a partir de agora, uma vez que pode definir o resultado final em outubro.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro, abrangendo todas as regiões do país. Com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, o estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 07065/2026. Os dados consolidam o momento de maior tensão na corrida presidencial desde o início do ano, sugerindo que a eleição de 2026 caminha para ser uma das mais acirradas da história recente, com desfecho imprevisível e dependente dos movimentos das próximas semanas, incluindo possíveis alianças, debates e o impacto de novos fatos políticos sobre a opinião pública.

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