INDÚSTRIA AUTOMOTIVA REAGE À ABERTURA PARA CARROS CHINESES E PREVÊ DEMISSÕES EM MASSA
- jbcomunicacoes100
- 5 de ago.
- 2 min de leitura

O governo brasileiro enfrenta mais uma crise criada por decisões próprias. Grandes montadoras instaladas no país, como General Motors, Volkswagen, Toyota e Stellantis, enviaram uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestando profunda insatisfação e preocupação com a recente medida que facilita a importação de veículos semi-montados da China. Segundo as empresas, a redução dos impostos para esses veículos compromete gravemente a competitividade da indústria automotiva nacional, colocando em risco milhares de empregos e investimentos já planejados.

O documento, assinado em 15 de junho deste ano por Ciro Possobom (Volkswagen), Evandro Maggio (Toyota), Santiago Chamorro (General Motors) e Emanuelle Capellano (Stellantis), alerta para a possibilidade de paralisação imediata de investimentos no país, caso o governo insista em manter os benefícios à importação de veículos chineses. Stellantis, que representa marcas como Fiat, Citröen e Peugeot, também aderiu ao posicionamento, unindo forças com os demais executivos do setor para pressionar o Planalto.

As montadoras anunciaram o corte de aproximadamente R$ 60 bilhões em investimentos previamente programados, além da demissão de 5 mil trabalhadores e a suspensão da contratação de outros 10 mil profissionais que estavam previstos para projetos de expansão e inovação. O impacto social e econômico da medida, caso mantida, será significativo, especialmente em regiões industriais como São Paulo e Minas Gerais, onde essas fábricas têm grande presença.
Esse novo impasse evidencia a fragilidade da articulação entre o governo federal e setores estratégicos da economia. Ao tentar fomentar o acesso a veículos mais baratos via importações chinesas, o Palácio do Planalto corre o risco de desestruturar uma cadeia produtiva consolidada há décadas no Brasil. O país pode estar abrindo mão de sua soberania industrial em troca de uma aparente vantagem de curto prazo, com consequências imprevisíveis para o futuro do setor automotivo e da própria economia nacional.
Por: João Bosco
Comentários