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HUGO MOTTA IGNORA DIÁLOGO E PEDE SUSPENSÃO DE 14 DEPUTADOS, AUMENTANDO A CRISE NO LEGISLATIVO

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Em um ato considerado por muitos como antidemocrático e vexatório, Hugo Motta (Republicanos-PB) encaminhou à Corregedoria Parlamentar a solicitação para suspender, por seis meses, os mandatos de 14 deputados federais envolvidos na ocupação do plenário da Câmara nesta última sexta-feira (8). A decisão, tomada de forma abrupta e sem construção de diálogo, gerou indignação e acendeu um alerta sobre os rumos da condução política na Casa.

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A medida foi defendida durante reunião de Motta com integrantes da mesa diretora, onde prevaleceu a postura de punir exemplarmente os parlamentares. Estão na lista dos alvos: Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG), Tenente-Coronel Zucco (PL-RS), Allan Garcês (PL-TO), Caroline de Toni (PL-SC), Pastor Marco Feliciano (PL-SP), Domingos Sávio (PL-MG), Marcel van Hattem (Novo-RS), Zé Trovão (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF) e Carlos Jordy (PL-RJ). A iniciativa, no entanto, pode gerar instabilidade política dentro da própria Câmara, afetando o relacionamento de Motta até com deputados que não estão diretamente envolvidos no caso.

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A obstrução do plenário foi uma reação da oposição contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que ainda nem foi julgado. Durante o protesto, os parlamentares cobraram de Motta o cumprimento de promessas feitas em campanha, como a votação do PL da Anistia, a análise da PEC que extingue o foro privilegiado para parlamentares e a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Para a oposição, o presidente da Câmara rompeu compromissos políticos assumidos, preferindo um caminho autoritário em vez de buscar consenso.

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Ao optar pela imposição e pelo uso ostensivo de seu cargo para reprimir adversários, Hugo Motta se distancia da essência democrática que deveria nortear o Parlamento. A suspensão de mandatos, longe de resolver os impasses, tende a aprofundar a polarização política e desgastar ainda mais a imagem da Câmara perante a sociedade, reforçando a percepção de que, no Brasil, a política é conduzida mais por interesses e disputas de poder do que pelo compromisso com o povo.

Por: João Bosco

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