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Galo aposta em volta polêmica e arriscada ao recontratar Jorge Sampaoli

Jorge Sampaoli assume o comando do departamento técnico do Atlético Mineiro até dezembro de 2027, pelo menos do ponto de vista contratual. O anúncio foi feito pela diretoria do Galo nesta terça-feira (2). Esta é a segunda passagem de Sampaoli pelo clube, um retorno que gera mais apreensão do que euforia.

A primeira experiência do técnico argentino de 65 anos foi marcada por um temperamento complicado e por problemas de relacionamento generalizados, tanto dentro do departamento técnico quanto com outros setores da instituição. Seu estilo conflituoso e sua gestão volátil criaram um ambiente instável, algo que um time com aspirações de títulos não pode tolerar.

Do ponto de vista estritamente numérico, seu desempenho anterior foi mediano: em 45 jogos, foram 26 vitórias, 9 empates e 10 derrotas, com o título mineiro de 2020 como único troféu de expressão. Para um clube do porte do Atlético-MG, que investe pesado, um estadual é um retorno insignificante perante a enorme expectativa e o alvoroço causado por seu estilo de trabalho caótico.

Portanto, a recontratação de Sampaoli é um movimento questionável e arriscado. Apostar novamente em um perfil conhecido por sua instabilidade e por criar climas de crise parece ignorar os erros recentes do clube. Mais do que um nome famoso, o Galo precisava de um projeto sólido e unificado, algo que a história recente demonstra não ser uma característica do agora técnico. A diretoria assume um enorme risco, esperando que o resultado em campo justifique a repetição de um método já conhecido e pouco bem-sucedido.

Por: João Bosco

Foto: Wikipedia


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