Chuva no Sul de Minas dá fôlego tímido a Furnas, mas reservatório segue em nível crítico
- jbcomunicacoes100
- há 2 horas
- 2 min de leitura

As chuvas persistentes que atingem o Sul de Minas Gerais desde o início do ano começam a refletir, ainda que de forma modesta, no nível do reservatório de Furnas. Após atingir um patamar historicamente baixo, a represa registrou uma leve recuperação, chegando à marca de 757,71 metros nesta semana. Apesar do avanço, o nível permanece alarmantemente distante da cota mínima operacional, estabelecida em 762 metros, configurando um quadro de atenção para a geração de energia e os usos múltiplos da água na região.

De acordo com o último boletim hidrológico divulgado pela empresa, o volume útil do lago subiu 1,06 metro na semana, interrompendo uma sequência de queda. No entanto, uma análise comparativa dos últimos anos evidencia a gravidade da situação: em 2024, o reservatório marcava 764,41 metros; em 2025, caiu para 761,57 metros; e em 2026, atingiu o ponto mais crítico da série, justamente os atuais 757,71 metros. O dado consolida este como o menor nível registrado nos últimos cinco anos.

A situação impacta diretamente a capacidade de geração de energia da usina. O volume útil ideal para a operação eficiente do sistema é de 80%. Atualmente, Furnas opera com apenas 36,81% de sua capacidade, o que representa um comprometimento significativo de sua função no Sistema Interligado Nacional (SIN). Especialistas alertam que, embora as chuvas sejam benéficas, a recuperação é um processo lento e dependente da continuidade das precipitações acima da média.

A administração da usina monitora o fluxo hídrico diariamente. Atualmente, a vazão de entrada no reservatório é de aproximadamente 1,2 mil metros cúbicos por segundo (m³/s), enquanto a saída controlada para turbinas e rio a jusante é de 800 m³/s. Essa estratégia de reter mais água do que liberar tem o objetivo claro de acumular volume. Conforme comunicado pela empresa, o esforço operacional é "chegar o mais próximo possível da cota ideal", mas sem prazos otimistas, dada a dependência de fatores climáticos para uma recuperação mais substantiva.
Por: João Bosco
Foto: Tripadvisor








Comentários