top of page

FUNCIONÁRIO DO IML É PRESO APÓS USAR CARTÃO DE MOTOCICLISTA MORTO EM ACIDENTE

  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

Em um caso que escancara a vulnerabilidade dos cidadãos diante de golpes digitais, um homem morreu vítima de um acidente de motocicleta e, após ter o corpo enviado ao Instituto Médico Legal (IML), teve o cartão de crédito utilizado por um funcionário do local. A viúva, ao tentar encerrar a conta do marido no dia 24 de maio, descobriu que a conta estava negativa em R$ 7 mil. Ao investigar o favorecido da transferência, ela identificou o nome de Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos, servidor do IML, e registrou boletim de ocorrência.

As investigações revelaram uma linha do tempo suspeita. O corpo do motociclista foi encaminhado ao IML às 3h26, enquanto a transação financeira irregular foi realizada às 6h49 do mesmo dia. O reconhecimento oficial do corpo ocorreu apenas às 11h. O celular da vítima foi entregue à família completamente danificado, com aparência de ter sido propositalmente quebrado. No entanto, a viúva constatou que a última visualização do aparelho foi registrada às 8h22, o que levantou dúvidas sobre a suposta destruição dos vestígios.

Diante das evidências, Daniel Nathan Ribeiro Andrade foi preso e levado para a 3ª Delegacia de Polícia de Santos, no litoral paulista, sendo posteriormente encaminhado à Corregedoria. Ele responde pelos crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios. O caso expõe não apenas a falta de honestidade em quem deveria zelar pelos pertences das vítimas, mas também a fragilidade dos sistemas de segurança em instituições públicas.

A ocorrência chama a atenção pela forma como os golpes digitais vêm sendo aplicados, muitas vezes, dentro de órgãos públicos. A viúva, ao confiar na devolução dos pertences do marido, deparou-se com uma violação que transcende o prejuízo financeiro: a traição da confiança depositada no serviço público. A Justiça aguarda a conclusão das investigações para definir as penalidades cabíveis.

Por: João Bosco

Comentários


bottom of page