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ÍDOLO DO VÔLEI BRASILEIRO, CAROL GATTAZ SE AFASTA DAS QUADRAS EM NOITE DE EMOÇÃO

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

A central Carol Gattaz, medalhista olímpica e uma das maiores referências do vôlei brasileiro, despediu-se oficialmente das quadras na última terça-feira (24). Aos 44 anos, a atleta entrou em quadra na vitória do Praia Clube por 3 a 1 sobre o Tijuca, em partida que marcou o encerramento de uma trajetória de mais de duas décadas dedicadas ao esporte. A despedida, carregada de emoção, aconteceu meses após a jogadora sofrer uma grave lesão no joelho esquerdo, ocorrida no dia 15 de março de 2025, durante duelo entre Praia Clube e Brusque.

O confronto contra o Tijuca representou não apenas o fim de uma temporada, mas a conclusão de um ciclo atlético marcado por superações. Em 2023, quando ainda defendia o Minas Tênis Clube, Carol já havia rompido o ligamento cruzado anterior do joelho direito. Agora, quando se preparava para retornar às quadras após nova cirurgia, um edema ósseo no joelho operado surgiu como obstáculo intransponível, dificultando sua volta à alta performance e antecipando a decisão de pendurar as chuteiras.

A trajetória da central com a camisa da Seleção Brasileira também é digna de registro. Convocada pela primeira vez em 2003, Carol conquistou cinco edições do Grand Prix e viveu um dos momentos mais emblemáticos de sua carreira ao ser chamada, aos 39 anos, para representar o Brasil nas Olimpíadas de Tóquio, em 2021, onde a equipe nacional conquistou a medalha de prata. A convocação tardia, em meio a uma fase de maturidade esportiva, consolidou sua imagem como símbolo de perseverança e longevidade no esporte.

Em sua despedida, Carol Gattaz fez questão de exaltar os laços construídos ao longo da carreira. “O esporte me proporcionou tantas coisas boas, tantas coisas maravilhosas, mas uma das melhores foram os amigos e as pessoas que conheci ao longo deste trajeto”, declarou a atleta. “Tenho visto estas meninas fazerem essa homenagem para mim, você que deixou uma coisa positiva na vida das pessoas. Eu, com certeza, deixei nas delas, como elas também deixaram na minha. Eu espero que eu possa continuar tendo elas na minha vida.” Com a despedida, Carol encerra uma carreira vitoriosa, mas deixa um legado de resiliência e inspiração para as futuras gerações do vôlei brasileiro.

Por: João Bosco

Foto: Bruno Cunha/Divulgação


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