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Crime sem castigo: a blindagem política que transformou a CPMI do INSS em fachada

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, instituída para investigar o esquema que lesou aposentados e pensionistas em um dos maiores escândalos da história do Instituto Nacional do Seguro Social, tem sido alvo de críticas em razão da atuação da bancada governista. De acordo com parlamentares da oposição e analistas políticos, a base de apoio ao governo teria agido para impedir o aprofundamento das investigações, barrando pedidos de prisão, a quebra de sigilo bancário dos envolvidos e a convocação de depoentes considerados essenciais para o esclarecimento do caso. A suspeita é de que a estratégia teria como objetivo principal blindar políticos partidários e apoiadores, evitando que o rastreamento dos recursos desviados chegasse a nomes ligados à atual gestão.

Críticos apontam uma contradição na postura da base governista: se o rombo teria sido herdado da administração anterior, como alegam representantes do governo, haveria interesse político em conduzir uma investigação ampla e irrestrita para expor os responsáveis e fortalecer a narrativa de combate à corrupção. “Seria um trunfo eleitoral para as eleições de outubro de 2026. Teriam a faca e o queijo na mão para mostrar à população que o governo anterior foi o grande responsável pela fraude”, observam analistas. No entanto, a movimentação observada foi inversa, com sucessivas tentativas de obstrução dos trabalhos e blindagem de investigados, o que levou setores da oposição a denunciar a existência de um acordo velado para proteger integrantes do próprio governo e seus aliados.

O escândalo, que veio a público em maio de 2025, envolve presidentes de autarquias, servidores públicos, empresários e banqueiros em um esquema que desviou recursos destinados aos segurados mais vulneráveis do INSS. Para os críticos da atuação da CPMI, a fraude representa mais um capítulo da “política de tirar do pobre para enriquecer ainda mais políticos, empresários e banqueiros envolvidos”, conforme denunciam parlamentares da oposição. A avaliação é que, ao invés de celebrar a descoberta do esquema e buscar responsabilizar todos os culpados, a bancada governista teria optado por enterrar as investigações, comemorando, na prática, a impunidade enquanto os idosos lesados aguardam por justiça e reparação.

Por: João Bosco

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