VANDALISMO NA PAULISTA: ATO QUE PODERIA TERMINAR EM PAZ ACABA EM DEPREDAÇÃO E PREJUÍZO AO PATRIMÔNIO PÚBLICO

Após ato pró-Lula ocorrido neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo, a Polícia Militar registrou pichações em paredes, tumultos e atos de vandalismo nos acessos das estações de metrô Consolação e Trianon-Masp durante a dispersão dos manifestantes.
As imagens publicadas nas redes sociais mostram pichações e pessoas sobre as estruturas das entradas das estações. A estação Trianon-Masp precisou ser fechada temporariamente.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo divulgou uma nota por volta das 19h informando que os manifestantes haviam se dispersado e que a corporação continuaria no local acompanhando a movimentação para garantir a ordem pública.

As pichações traziam a frase “Viva a Revolução”, e havia várias pessoas com os rostos cobertos.
É uma vergonha que um ato que poderia ter terminado pacificamente tenha acabado em vandalismo e depredação. Nenhuma causa política justifica destruir patrimônio público, pichar estações, subir em estruturas ou fechar serviços essenciais. Quem sofre as consequências não são apenas os organizadores ou os participantes do ato, mas toda a população, especialmente trabalhadores que dependem do metrô e moradores da região.

Atos como esse desviam o foco de qualquer reivindicação, enfraquecem o direito legítimo de protesto e servem de argumento para quem tenta criminalizar manifestações. A democracia garante o direito de se manifestar, mas não ampara a depredação do que é público. Manifestar-se é legítimo; depredar é crime. As autoridades devem identificar e responsabilizar os autores, sem generalizar contra quem protestou pacificamente. O prejuízo, no fim, é pago pelo contribuinte — mais uma vez, a conta sobra para o povo.









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