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TREMORES DE 7,2 E 7,5 ABALAM A VENEZUELA E DEIXAM MAIS DE 160 MORTOS

25 de jun.
2 min de leitura

Dois terremotos de forte proporção atingiram a Venezuela na tarde desta quarta-feira (24), causando pânico e destruição em diversas regiões do país. Os abalos sísmicos, registrados com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, tiveram epicentro no norte do território venezuelano, mas foram sentidos com intensidade em todo o país, inclusive na capital Caracas, onde edifícios e residenciais chegaram a balançar por mais de 40 segundos. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os tremores ocorreram em intervalos de menos de duas horas, o que agravou os danos estruturais e dificultou os primeiros atendimentos.

O balanço oficial divulgado até às 20h (horário local) aponta 32 mortos confirmados, além de centenas de feridos e milhares de desabrigados, número que, segundo autoridades locais, tende a crescer nas próximas horas à medida que as equipes de resgate avançam pelos escombros. A presidente da Venezuela, Delcy Domínguez, decretou estado de emergência nacional e determinou a mobilização imediata das forças de Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e de equipes especializadas em resgate para as cidades mais afetadas, situadas principalmente nos estados de Falcón, Lara e Yaracuy. Em pronunciamento oficial, a mandatária pediu calma à população e garantiu que todos os hospitais públicos e privados foram colocados em regime de plantão integral.

Imagens que circulam nas redes sociais e emissoras de televisão mostram cenas de caos: edifícios residenciais e comerciais desabados, vias públicas bloqueadas por destroços, veículos prensados sob lajes de concreto e multidões correndo em busca de abrigo. Os hospitais das regiões atingidas estão completamente lotados, com feridos sendo atendidos em corredores e até em estacionamentos improvisados como enfermarias. A infraestrutura aeroportuária também foi severamente comprometida — as operações no Aeroporto Internacional de Maiquetía, o principal do país, estão suspensas por tempo indeterminado devido a rachaduras na pista e no terminal de passageiros, o que inviabiliza a chegada de voos com suprimentos médicos e equipes de reforço internacional.

Em resposta à tragédia, o governo venezuelano ordenou a suspensão das aulas em todo o território nacional e a paralisação das atividades comerciais nas áreas mais críticas, medida que deve se estender pelos próximos dias. As equipes de resgate enfrentam dificuldades adicionais por causa de réplicas — mais de 15 tremores secundários já foram registrados — e pela falta de energia elétrica em diversos bairros, o que compromete as comunicações e o funcionamento de equipamentos hospitalares. Organizações humanitárias, como a Cruz Vermelha Internacional, já manifestaram disponibilidade para enviar suprimentos, enquanto países vizinhos, como Colômbia e Brasil, ofereceram apoio logístico.

O impacto dos abalos, no entanto, não se restringiu ao território venezuelano. O serviço de meteorologia dos Estados Unidos emitiu um alerta preventivo de tsunami para a costa de Porto Rico, recomendando que moradores e turistas se afastassem das praias e de áreas portuárias. Especialistas consultados pela imprensa local alertam que o número final de vítimas pode ser significativamente maior do que o divulgado inicialmente, uma vez que muitas cidades da região norte permanecem inacessíveis por terra. A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos do desastre, enquanto a Venezuela inicia uma de suas maiores operações de emergência das últimas décadas.

Por: João Bosco


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