TERREMOTO DE MAGNITUDE 7,1 ATINGE O SUL DO JAPÃO E CAUSA DESTRUIÇÃO E MORTES
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Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no Sul do Japão, na manhã desta terça-feira (28), provocando cenas de destruição, cortes generalizados de energia elétrica, graves transtornos no trânsito e, infelizmente, mortes ainda não contabilizadas oficialmente. O abalo sísmico, sentido com intensidade em toda a região de Kyushu, pegou a população local desprevenida e desencadeou uma série de colapsos estruturais que comprometeram a infraestrutura básica de cidades inteiras, deixando moradores em estado de alerta e pânico.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou em pronunciamento oficial que as equipes de resgate e defesa civil ainda estão realizando avaliações detalhadas dos danos materiais e do número de vítimas fatais. "Já fomos informados de que houve feridos. Houve cortes de energia e incêndios em algumas áreas, além de danos a estradas e pontes e o desabamento de prédios", declarou a chefe de Estado, pedindo calma e cooperação à população. As autoridades trabalham contra o tempo para mapear as regiões mais afetadas e prestar socorro às vítimas.

Os efeitos do terremoto foram devastadores. Estradas, pontes e edifícios desabaram, enquanto chamas provocadas por curtos-circuitos na rede elétrica se espalharam por bairros residenciais e comerciais. Grandes fábricas instaladas na região, como as unidades da Sony e da TSMC, evacuaram imediatamente suas áreas internas como medida de proteção aos funcionários, temendo novos abalos sísmicos e o risco de deslizamentos de terra, comuns em áreas montanhosas após tremores de grande intensidade. A prioridade das empresas tem sido garantir a segurança dos colaboradores e evitar acidentes maiores.

O governo japonês emitiu alertas emergenciais para as prefeituras de Miyazaki, Kumamoto, Kagoshima, Nagasaki, Fukuoka e Saga, todas localizadas na ilha de Kyushu, no sul do arquipélago. Como medida preventiva, os sistemas de transporte foram severamente impactados: trens de passageiros e de carga tiveram suas operações suspensas, e os aeroportos da região interromperam voos domésticos e internacionais, gerando reflexos na logística e no deslocamento de pessoas. A orientação oficial é que a população evite deslocamentos desnecessários e busque abrigos seguros.

Em meio à tragédia, a primeira-ministra Takaichi reforçou o apelo à população para que adote medidas imediatas de autoproteção. "Acima de tudo, peço a todos que tomem medidas para se protegerem, incluindo a retirada para um local seguro", enfatizou. O país, acostumado a eventos sísmicos devido à sua localização no Círculo de Fogo do Pacífico, mobilizou equipes especializadas da Força de Autodefesa para auxiliar nos resgates e na distribuição de suprimentos básicos, como água, alimentos e cobertores. A comunidade internacional acompanha com apreensão a evolução da situação, enquanto as autoridades japonesas monitoram constantemente o risco de réplicas que podem agravar ainda mais o cenário de destruição.
Por: João Bosco
Foto: NiponTV/Japan










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