TEMPORAL NA ZONA DA MATA MINEIRA DEIXA 23 MORTOS E 47 PESSOAS DESAPARECIDAS
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O temporal que atingiu a cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, na noite desta segunda-feira (23) e durante a madrugada de terça-feira (24), deixou até o momento 16 pessoas mortas, conforme confirmado pela prefeitura municipal. As tragédias foram causadas por deslizamentos de terra e soterramentos em sete bairros diferentes da cidade. Na vizinha Ubá, onde a calamidade se instalou ainda durante a segunda-feira, já foram contabilizadas 7 mortes, elevando para 23 o total de vítimas fatais na região.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, 47 pessoas encontram-se desaparecidas em Juiz de Fora, dentre elas, sete são crianças. Em Ubá, duas pessoas seguem desaparecidas, aumentando a apreensão entre familiares e equipes de resgate. As buscas foram intensificadas nas primeiras horas desta terça-feira, com o apoio de cães farejadores e equipes especializadas, em meio aos escombros e áreas de difícil acesso atingidas pelos deslizamentos.

Os números da chuva impressionam e explicam a dimensão da tragédia. Até as 22h desta segunda-feira (23), Juiz de Fora havia registrado 460,4 milímetros de chuva, volume que corresponde a 270% de toda a precipitação esperada para o mês de fevereiro. Diante do cenário, a prefeitura decretou estado de calamidade pública nesta terça-feira, medida que tem validade de 180 dias e permite a mobilização de recursos federais e estaduais para atendimento à população. Em Ubá, foram registrados 124,2 milímetros de chuva em apenas seis horas, o que provocou alagamentos e deslizamentos generalizados.

Em decorrência das calamidades, as aulas foram suspensas em ambos os municípios por tempo indeterminado. Um comboio do Corpo de Bombeiros, com três cães farejadores, deixou Belo Horizonte na manhã desta terça-feira com destino a Juiz de Fora para reforçar as equipes de busca e salvamento. As defesas civis municipais seguem em alerta máximo, orientando a população a evitar áreas de risco e monitorando novos pontos de deslizamento, enquanto o número de desabrigados e desalojados ainda está sendo contabilizado pelas autoridades locais.
Por: João Bosco
Foto: Redes Sociais








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