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Sul de Minas vive crise prolongada com novos temporais e prejuízos em série

Os temporais seguem sem dar trégua ao Sul de Minas Gerais, mergulhando a região em um cenário recorrente de destruição e apreensão. A sucessão de eventos extremos não só aterroriza a população, como acumula prejuízos crescentes para os moradores e sobrecarrega as finanças dos municípios, forçando a realocação de recursos para o atendimento de emergências e a reconstrução de infraestruturas básicas. A sensação de insegurança se agrava a cada nova alerta meteorológico.

Nesta quarta-feira (28), o sistema de forte instabilidade voltou a castigar a região, com destaque para os municípios de Bocaina de Minas, Albertina, Cabo Verde e Cristina. Trombas d'água e ventos fortes causaram alagamentos generalizados nas vias urbanas, sobrecarregaram e romperam sistemas de drenagem e interromperam acessos a comunidades da zona rural, isolando moradores e dificultando o socorro.

Os episódios foram marcados por cenas dramáticas. Em Cabo Verde, o nível do rio subiu com velocidade assustadora, submergindo, em parte, uma retroescavadeira que realizava serviços de limpeza preventiva no local em menos de vinte minutos, ilustrando a fúria súbita das águas. Em Bocaina de Minas, uma tromba d'água específica atingiu o perímetro urbano, comprometendo vários pontos com a invasão de água e lama nas residências e comércios.


A situação é particularmente crítica em Cristina, onde a população ainda tenta se recuperar dos estragos de enchentes recentes. Somente na tarde de quarta-feira, o município registrou um volume expressivo de 55 milímetros de chuva, quantidade suficiente para alagar bairros inteiros novamente. O episódio reacendeu o medo, o terror e ampliou a conta dos prejuízos materiais e emocionais, expondo a vulnerabilidade da região a um padrão climático cada vez mais severo e frequente.

Por: João Bosco

Fotos: Redes Sociais e Órgãos Públicos


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