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Relator da CPMI do INSS pede quebra de sigilo bancário de filho do presidente Lula

O deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, solicitou oficialmente na manhã desta terça-feira (3) a quebra do sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido abrange o período de 2022 a 2026 e está diretamente ligado às investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o suposto envolvimento de Lulinha no esquema de desvios bilionários de recursos de aposentados e pensionistas do INSS.

De acordo com informações encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), a linha de apuração da PF busca determinar se o filho do presidente atuaria como sócio oculto de Antonio Camilo Antunes, o "Careca do INSS", considerado um dos operadores centrais do suposto esquema de descontos ilegais. Apesar de, até o momento, não haver evidências concretas da participação de Lulinha, o pedido de quebra de sigilo foi baseado em depoimentos colhidos nas investigações.

Em um dos depoimentos, o empresário Edson Claro, ex-sócio do "Careca do INSS", declarou à Polícia Federal ter ouvido em conversas que Fábio Lula da Silva seria o sócio oculto em projetos relacionados ao setor da Cannabis Medicinal. Esse testemunho forneceu um possível vínculo entre Lulinha e os negócios de Antônio Camilo Antunes, direcionando as investigações para essa frente específica.

A investigação também identificou uma série de conexões financeiras e pessoais que chamaram a atenção dos agentes. A PF constatou que Fábio Lula e a empresária Roberta Luchsinger, neta de um ex-acionista do banco Credit Suisse, viajaram juntos. Além disso, foram identificados cinco pagamentos, cada um no valor de R$ 300 mil, realizados pela Brasília Consultoria Empresarial SA — empresa de propriedade do "Careca do INSS" — para a RL Consultoria e Intermediações Ltda., que pertence a Roberta Luchsinger.

O pedido de quebra de sigilo ganhou força após a PF interceptar uma mensagem telefônica na qual o "Careca do INSS" afirma a um de seus sócios que os repasses de R$ 300 mil para a empresa de Roberta Luchsinger seriam destinados "ao filho do rapaz". A expressão, no contexto das investigações, é interpretada pelos investigadores como uma possível referência a Lulinha, embora ele não seja citado nominalmente. O caso agora segue para análise do STF, que decidirá sobre a concessão da medida.

Por: João Bosco

Foto: Reprodução X

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