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SERVIDORA PÚBLICA DE TRÊS PONTAS É PRESA POR SUSPEITA DE DESVIO DE R$ 2,7 MILHÕES DOS COFRES MUNICIPAIS

5 de ago.
2 min de leitura

A servidora efetiva Thamares Maria Moraes, de 31 anos, lotada na Prefeitura Municipal de Três Pontas, foi presa preventivamente na manhã desta quarta-feira (5) em Varginha, no Sul de Minas, durante uma operação deflagrada pela Polícia Civil. A agente pública é suspeita de desviar aproximadamente R$ 2,7 milhões dos cofres municipais – valor que ainda passa por auditoria detalhada dos órgãos competentes para que se chegue ao montante exato –, em um esquema que, segundo as investigações, vinha sendo operado há pelo menos dois anos. Além da prisão, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência da investigada, onde foram confiscados objetos de valor, joias, documentos e três automóveis, que agora passarão por perícia para verificar sua compatibilidade com a renda declarada da servidora.

De acordo com informações preliminares do inquérito, Thamares pode responder criminalmente pelos crimes de peculato – apropriação de bens ou valores públicos por funcionário – e inserção de dados falsos no sistema de informação da prefeitura, uma modalidade de falsificação ideológica que teria sido utilizada para mascarar as transações irregulares e dificultar o rastreamento dos recursos desviados. A Polícia Civil ainda não detalhou o setor em que a servidora atuava nem o cargo que ocupava.

Thamares Maria Moraes encontra-se, neste momento, no sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça, aguardando a análise do pedido de revogação da prisão preventiva pela defesa, que ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. A Prefeitura de Três Pontas emitiu nota oficial nesta tarde lamentando o ocorrido e afirmando que "repudia qualquer ato de improbidade administrativa" e que "colaborará integralmente com as investigações, fornecendo todos os documentos e informações solicitados". O caso, que já repercutiu negativamente entre a população da cidade de cerca de 55 mil habitantes, acende um alerta sobre a necessidade de mecanismos de controle interno mais rígidos e de transparência na gestão dos recursos públicos municipais, especialmente em cidades de pequeno e médio porte, onde a fiscalização costuma ser menos ostensiva. A Justiça deverá decidir nos próximos dias se mantém a prisão ou concede liberdade provisória à servidora, enquanto a Polícia Civil segue com diligências para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar o montante desviado aos cofres públicos.

Foto: Redes Sociais


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