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SEM PACHECO AO GOVERNO, PT MINAS GERAIS FICA SEM PALANQUE ESTADUAL A CINCO MESES DA ELEIÇÃO

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

A corrida eleitoral em Minas Gerais ganhou novos contornos após a decisão do senador Rodrigo Pacheco (PSD), de desistir definitivamente da candidatura ao Palácio da Liberdade. Com a confirmação feita por Edinho Silva, presidente nacional do PT, o partido viu ruir a principal aposta para compor a chapa majoritária no estado. O nome da deputada federal Marília Campos (PT) chegou a ser cogitado internamente, mas a própria parlamentar descartou qualquer possibilidade de concorrer ao governo mineiro em declaração ao jornal "O Tempo". Com isso, a legenda se vê sem um palanque robusto em Minas a apenas cinco meses das eleições.

A ausência de um candidato petista ao governo estadual não é um problema restrito às fronteiras mineiras – ela pode impactar diretamente a eleição presidencial. Historicamente, Minas Gerais é um dos colégios eleitorais mais importantes do país, e a falta de uma estrutura estadual forte tende a prejudicar a transferência de votos para a chapa nacional do PT. Cogitou-se uma aliança com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), mas ele não deu aval imediato à parceria. Agora, segundo apuração, o nome do empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar, passou a ser avaliado por Edinho Silva como possível alternativa para concorrer ao governo.

Enquanto o PT tenta reorganizar sua estratégia, as pesquisas já indicam um cenário competitivo para o Senado e para o governo estadual. Na corrida ao Senado, Marília Campos lidera as intenções de voto com 19%, segundo levantamento da Quaest realizado no dia 28 de abril. O ex-governador Aécio Neves (PSDB) aparece com 11%, e Carlos Viana (Podemos) registra 10%. Para o governo do estado, a situação é mais desafiadora para os potenciais aliados do PT: Cleitinho (Republicanos) lidera com 30% das intenções, seguido por Alexandre Kalil, com 14%, enquanto Rodrigo Pacheco, agora fora da disputa, aparece com 8%, de acordo com a mesma pesquisa.

Especialistas avaliam que a indefinição do PT mineiro pode forçar uma articulação nacional mais intensa para garantir apoio ao candidato presidencial da legenda no estado. O prazo para a definição das chapas é curto, e a falta de um nome competitivo pode favorecer o avanço de candidaturas de oposição tanto no governo quanto no Senado. Resta saber se a aposta em Josué Alencar se concretizará ou se o PT tentará reabrir negociações com Kalil – ou mesmo com outras lideranças regionais. Nos bastidores, cresce a pressão para que o partido defina seu rumo ainda neste mês, sob pena de perder força eleitoral no segundo maior colégio eleitoral do país.

Por: João Bosco

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