PRESIDENTE DA CÂMARA DE VARGINHA É PRESO POR SUSPEITA DE ATROPELAR JOVEM E FUGIR SEM PRESTAR SOCORRO
- jbcomunicacoes100
- 2 de jan.
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Na madrugada do dia 1º de janeiro, o presidente da Câmara Municipal de Varginha, Marco Antonio de Souza, conhecido como Marquinho da Cooperativa, foi preso sob suspeita de atropelar um jovem de 19 anos e fugir do local sem prestar assistência à vítima. O acidente ocorreu na Avenida Celina Ferreira Otoni, no bairro Padre Vitor, por volta das 3 horas, momento em que várias pessoas deixavam o "Réveillon da Paz", evento promovido pela Prefeitura. De acordo com o Boletim de Ocorrência, o jovem caminhava ao lado da namorada quando foi atingido por uma picape Fiat Toro branca, que o projetou ao chão.

Com base em relatos de testemunhas prestados à Polícia Militar, os agentes conseguiram localizar o veículo envolvido no interior do condomínio "Chácaras do Rio Verde". A investigação apontou que o condutor era o próprio vereador, que também exerce atualmente o cargo de presidente do Legislativo municipal. A rápida identificação foi crucial para o desenrolar do caso, demonstrando a importância do testemunho civil em situações de evasão.

Durante a abordagem policial, os militares relataram que Marquinho da Cooperativa apresentava sinais visíveis de embriaguez e demonstrava um comportamento agressivo. Apesar das evidências, o parlamentar recusou-se a realizar o teste do bafômetro. Em sua defesa, alegou que estava apenas buscando sua esposa em uma festa e negou ter consumido bebida alcoólica, afirmando estar abstêmio há mais de três décadas.

Diante dos fatos, o vereador foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia. As bases legais para a prisão foram a suposta omissão de socorro, a suspeita de condução sob influência de álcool e a constatação de que a documentação do veículo encontrava-se vencida. A combinação desses fatores configura uma série de infrações graves, tanto no âmbito do Código de Trânsito Brasileiro quanto do Código Penal.

Marco Antonio de Souza, que está em seu terceiro mandato como vereador, havia assumido a presidência da Câmara Municipal em janeiro de 2025. O caso, que envolve uma figura de grande destaque na política local, gerou comoção e levantou discussões sobre a responsabilidade dos agentes públicos e a impunidade. A vítima, cujo estado de saúde não foi detalhado no boletim inicial, foi liberada após cuidados médicos, enquanto o processo legal contra o presidente da Câmara segue seus trâmites.








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