POR MAIORIA DE VOTOS, COLEGIADO REJEITA PEDIDO DE LIBERDADE DE DANIEL VORCARO
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A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta semana, para manter a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O empresário foi detido no dia 4 de março durante a deflagração da Operação Compliance, em uma decisão assinada pelo ministro André Mendonça, que atua como relator do caso. Até o momento, acompanharam o voto do relator os ministros Luiz Fux e Nunes Marques, consolidando um placar favorável à continuidade da custódia.

O julgamento, no entanto, ainda não foi concluído. O ministro Gilmar Mendes segue com o voto pendente, enquanto o ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para atuar no processo, invocando motivos de "foro íntimo". Com o cenário atual, a tendência é que a prisão seja mantida, restando à defesa aguardar o desfecho da análise para avaliar os próximos passos jurídicos.

Em sua decisão, André Mendonça rebateu os argumentos apresentados pelos advogados de Vorcaro e destacou a gravidade das investigações em curso. Segundo o relator, há indícios de que o grupo investigado seria "violento e articulado", agindo sob o comando do empresário. Mendonça também mencionou a existência de ao menos seis pessoas envolvidas no esquema, algumas ainda não identificadas, o que, em sua avaliação, justificaria a necessidade da prisão preventiva para garantir a ordem pública e a continuidade das apurações.

Outro ponto citado pelo ministro como agravante foi a expressiva movimentação financeira atribuída ao grupo. De acordo com as investigações, mais de R$ 2 bilhões teriam sido transacionados por Henrique Vorcaro, pai de Daniel, em operações que estão sob suspeita. A defesa do banqueiro ainda não se manifestou sobre o mérito das acusações, mas deve recorrer da decisão assim que o julgamento for finalizado no STF.
Por: João Bosco
Foto: Divulgação/Globo News








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