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PONTE METÁLICA DE 20 METROS É ROUBADA NA ZONA RURAL DE MINAS GERAIS

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Uma ponte metálica de grandes proporções — com 5 metros de largura e 20 metros de comprimento — foi completamente roubada na zona rural de Prados, no Campo das Vertentes, em Minas Gerais. O caso inusitado ocorreu no local conhecido como Rota 58, uma via muito utilizada por ciclistas, nas proximidades do distrito de Pitangueira. A estrutura, que exigiria equipamentos pesados para ser removida, sumiu sem que moradores ou autoridades percebessem de imediato, levantando suspeitas sobre a ousadia e o planejamento dos criminosos.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, os ladrões utilizaram maquinário pesado para retirar a ponte de seu lugar e, em seguida, um veículo de grande porte para transportar o material. Acredita-se que a estrutura tenha sido cortada em partes menores para facilitar o carregamento. Além disso, uma estrada de acesso ao local foi propositalmente obstruída, provavelmente para atrasar qualquer tentativa de chegada ao local e ganhar tempo durante a execução do crime. Para as autoridades, tudo indica que o roubo foi meticulosamente planejado.

A ponte foi encontrada a 140 quilômetros de Prados, no município de Lima Duarte, na região da Zona da Mata mineira. Segundo a Polícia Civil, os atuais adquirentes do material informaram aos agentes que compraram a ponte de um fazendeiro, sem saber, segundo eles, da procedência ilícita. A polícia agora investiga quem seriam os responsáveis pela retirada e venda da estrutura, bem como o papel do suposto vendedor na negociação.

A Prefeitura de Prados informou que acompanha as investigações e reforçou o valor histórico da ponte, construída ainda no século XIX. Além de seu uso atual por ciclistas que percorrem a Rota 58, a estrutura era considerada um patrimônio simbólico para o município. O Boletim de Ocorrência foi registrado, e as autoridades seguem em busca dos mandantes do crime. O caso já repercutiu nacionalmente pela raridade e pela escala inusitada do furto.

Por: João Bosco

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