POLÍCIA FEDERAL APURA RELAÇÃO DE "CARECA DO INSS" COM FILHO DO PRESIDENTE LULA
- jbcomunicacoes100
- há 23 horas
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A Polícia Federal (PF) está apurando as conversas entre Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e Luís Cláudio Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O nome de Lulinha surge em uma investigação de lavagem de dinheiro após a PF identificar uma extensa troca de mensagens entre Antunes e a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente. As evidências colhidas pelos investigadores apontam para transações financeiras suspeitas que, segundo os diálogos, teriam como destinatário final o "filho do rapaz".

De acordo com as investigações, a empresa de consultoria de Antunes realizou uma série de pagamentos sucessivos à empresária Roberta Luchsinger, totalizando pelo menos R$ 1,5 milhão, em parcelas de R$ 300 mil. Em uma dessas transações, conforme mensagens obtidas pela PF, Roberta fez referência explícita de que o valor era destinado ao "filho do rapaz", expressão que os agentes entendem ser uma alusão a Lulinha. A representação com os detalhes do caso já foi enviada ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem competência para autorizar a abertura de novos desdobramentos investigatórios envolvendo familiares do Presidente da República.

A investigação, divulgada inicialmente pelo Jornal Estado de São Paulo, segue um protocolo cauteloso. A Polícia Federal afirmou oficialmente que, "se houver indícios de real participação dele, será investigado; por enquanto, a investigada Roberta é quem fez ilações a ele". A declaração oficial demonstra que, neste momento, as suspeitas recaem principalmente sobre a intermediária, Roberta Luchsinger, que fez as menções diretas, enquanto a possível conexão de Lulinha com os fatos ainda demanda apuração mais profunda para se consolidar como linha investigativa formal.

O caso coloca sob os holofotes a relação entre um conhecido operador do INSS, alvo de outras operações, e o círculo próximo ao Palácio do Planalto, levantando questões sobre o tráfego de influência e o uso de laranjas em esquemas financeiros. A apuração deve seguir analisando o fluxo do dinheiro, a contrapartida pelos pagamentos e a veracidade das alegações feitas nas mensagens, em um processo que busca distinguir ilações de provas concretas, sob a supervisão do STF para garantir a isenção legal necessária em um tema de alta sensibilidade política.
Por: João Bosco










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