PF APONTA ENVOLVIMENTO DE LULINHA EM TRÊS INQUÉRITOS SOBRE TRÁFEGO DE INFLUÊNCIA

A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório que coloca Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, definitivamente na mira das investigações. O documento aponta que a empresária Roberta Luchsinger demonstrou, em diálogos extraídos de celular, ter autorização para agir em nome de Lulinha.

Em mensagens obtidas pela PF e divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, posteriormente confirmadas pela CNN, Roberta afirmava diretamente ser representante do filho do presidente, chegando a declarar: "Eles sabem o que eu sou. Eu sou o Lulinha". Segundo a investigação, a empresária tinha aparente autorização para atuar em nome dele.

Lulinha e Roberta são alvos de três inquéritos que apuram suposto tráfego de influência no governo federal. O primeiro investiga um possível lobby no Ministério da Saúde para favorecer a empresa de cannabis de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, com o objetivo de expandir negócios por meio do SUS. A PF suspeita que Lulinha seja sócio oculto de Antunes, que teria pago uma viagem do filho do presidente à Europa, no valor de R$ 1,5 milhão, com intermediação de Roberta.

O segundo inquérito envolve a Dataprev e uma empresa de tecnologia da informação que teria obtido contratos de R$ 55 milhões com o governo Lula. A Dataprev nega a existência de acordos com a empresa citada. O terceiro inquérito mira Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, que deixou o cargo em 21 de julho de 2026. Segundo a PF, mensagens trocadas entre Lulinha, Roberta e Marcola indicam pagamentos de contas de compra de joias para o ex-chefe de gabinete.

O advogado de defesa de Roberta, Roberto Podval, criticou os vazamentos de informações sobre o caso, afirmando que tais práticas descredibilizam as investigações e ofendem as pessoas, e cobrou uma atitude do Ministério da Justiça. A PF deverá intimar os três investigados para depoimento, mas ainda não há data marcada para os interrogatórios.









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