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PENTACAMPEÃO SEM FUTEBOL: O BRASIL ESTREIA COM APATIA, VERGONHA TÁTICA E UM TÉCNICO CARO QUE NÃO SALVA NINGUÉM

14 de jun.
3 min de leitura

O pior início de campanha em Copas — não pelos números, mas pela vergonha tática

Este foi, indiscutivelmente, o pior início de uma Seleção Brasileira em Copas do Mundo. E a avaliação não se refere ao resultado, mas sim ao futebol pífio apresentado em campo. Durante os primeiros trinta minutos de partida, o Brasil esteve acuado, sem reação e praticamente sem ver a cor da bola. Diante de um adversário tecnicamente inferior no papel, a equipe parecia temerosa, entregando a iniciativa e causando uma decepção generalizada entre os milhões de brasileiros que foram para as TVs, bares e calçadas de todo o país, na companhia de amigos e familiares, na expectativa de ver futebol — e viram apenas apatia.

Pentacampeão do mundo, maior celeiro de talentos, mas futebol insignificante

É inacreditável que um país pentacampeão mundial, o maior celeiro exportador de jogadores do planeta, tenha apresentado uma atuação tão insignificante. A camisa amarela, que um dia impôs respeito e temor, agora parece pesar sobre os atletas, que demonstraram desorganização, nervosismo e falta de criatividade. Mais grave ainda: esse futebol medíocre é comandado por Carlo Ancelotti, um dos técnicos mais caros e vitoriosos do mundo, contratado justamente para ser o "salvador da pátria". Em vez disso, o italiano se mostrou um treinador comum, alinhado à mediocridade de seleções sem tradição, sem retrocesso histórico e sem qualquer capacidade de assustar adversários tradicionais.

Herança de 62, 70, 94 e 2002: o que fizeram com a nossa Seleção?

Para quem teve o privilégio de acompanhar as gerações de 1962, 1970, 1994 e 2002, o contraste é brutal e doloroso. Naquelas Copas, o Brasil entrava em campo para impor seu futebol, para encantar e vencer com autoridade. Agora, vê-se um aglomerado de atletas talentosos, mas descoordenados, vestindo a nossa sagrada camisa sem conseguir apresentar um futebol digno de um pentacampeão. É inaceitável — e o termo não é exagero — que uma seleção com tanto peso histórico se resuma a um amontoado de jogadores correndo sem direção, sem padrão tático e sem alma. A torcida não aceita desculpas; ela quer atitude, garra e competência.

Ancelotti errou na escalação? A esperança (frágil) contra Haiti e Escócia

Diante de tamanho desastre, resta tentar entender o que deu errado. A análise mais imediata recai sobre a escalação de Ancelotti, que parece ter ignorado características fundamentais de seus jogadores em favor de um esquema que não funcionou. A esperança, agora quase teimosa, é de que o treinador corrija os erros nas duas próximas partidas do Grupo C, contra Haiti e Escócia. A exigência da torcida é clara: entrar em campo, suprir as expectativas e, principalmente, mostrar que há futebol dentro desse elenco. Do contrário, com o que foi apresentado no empate por 1 a 1 contra Marrocos — na noite deste sábado (13), em Nova Jersey, Nova York — pouquíssimos brasileiros acreditam que a equipe passe da segunda fase da Copa do Mundo.

Escócia vence Haiti e já ameaça: Brasil já está atrás na chave

Para piorar o cenário, no outro jogo da chave do Brasil, a Escócia venceu o Haiti por 1 a 0 e assumiu, isolada, a liderança do Grupo C. Com três pontos, os escoceses jogam sob pressão nenhuma, enquanto o Brasil estreia com um empate melancólico e já começa em desvantagem no seu grupo. O alerta está ligado: se não houver uma reação imediata em termos de postura, organização e intensidade, a campanha brasileira pode se transformar em um dos maiores vexames da história recente do futebol mundial. A paciência da torcida, antes farta, agora cabe na ponta dos dedos.

Por: João Bosco

Foto: @Conmebol

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