PARAGUAI ATRAI EMPRESAS BRASILEIRAS COM MENOS TRIBUTOS E GERA MAIS DE 35 MIL EMPREGOS
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O Paraguai tem se consolidado como um polo de atração para empresas brasileiras em busca de menores custos tributários e trabalhistas. Atualmente, mais de 30 mil postos de trabalho foram transferidos para o país vizinho, que registra 320 empresas no regime especial de maquila, voltado à produção destinada à exportação. Desse total, aproximadamente 70% são de capital brasileiro, e o setor já gera 35.357 empregos diretos no território paraguaio.

O regime de maquila permite que empresas estrangeiras produzam no Paraguai com incentivos fiscais e custos trabalhistas significativamente menores do que os praticados no Brasil. Especialistas alertam que, com a recente redução da jornada de trabalho no Brasil, a evasão de empresas brasileiras para o país vizinho pode aumentar consideravelmente. Apesar de o salário mínimo paraguaio estar em torno de R$ 2,4 mil, os encargos trabalhistas chegam a custar de 30% a 40% menos do que os da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) brasileira.

As diferenças regulatórias são marcantes. No Paraguai, não existe a figura do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), e a contribuição patronal unificada é de 16,5% sobre a folha de pagamento — enquanto no Brasil esse percentual chega a 29%, quase o dobro. Além disso, o país não exige o pagamento de seguro-desemprego, vale-transporte nem contribuições para o PIS/Pasep. As férias dos trabalhadores aumentam gradualmente conforme o tempo de serviço, sendo necessários dez anos de trabalho para se obter 30 dias de descanso remunerado.

Especialistas em economia e direito trabalhista apontam que o ambiente regulatório mais flexível do Paraguai tem sido um fator decisivo para a realocação de investimentos produtivos. Enquanto o Brasil discute o aumento de encargos e a redução da jornada, o país vizinho segue atraindo indústrias com promessas de menor burocracia e competitividade. A tendência é que o movimento migratório de empresas se intensifique caso as diferenças entre os dois mercados de trabalho permaneçam nesse patamar.
Por: João Bosco








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