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PAOLA STEFANY É INDICIADA POR DUPLO HOMICÍDIO APÓS DOPAR E ESFAQUEAR CASAL DE IDOSOS EM BH

15 de jul.
2 min de leitura

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que apura a morte de um casal de idosos em Belo Horizonte e indiciou Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, pelos crimes de duplo homicídio qualificado e roubo. Segundo as investigações, a suspeita teria agido com extrema frieza ao dissolver comprimidos nos sucos das vítimas – Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa Maria Clotilde Moreira Atala Inácio, de 76 anos – para provocar sonolência e, em seguida, desferir 47 facadas contra o casal no apartamento onde residiam. O objetivo, conforme apurado, era subtrair bens e dinheiro do imóvel, o que teria sido executado de maneira planejada e dissimulada.

O modus operandi da investigada, no entanto, não se restringe ao duplo assassinato. Após a divulgação do caso, outras vítimas compareceram às delegacias para relatar experiências semelhantes com Paola. A nutricionista Rafaela Parreiras, por exemplo, disse que também foi dopada pela suspeita em outra ocasião: ela havia saído de casa com o marido para comprar produtos de limpeza solicitados por Paola e, no estacionamento do supermercado, começou a sentir forte sonolência, chegando a dormir por cerca de uma hora dentro do carro. Durante a ausência do casal, Paola teria furtado roupas, joias e até mesmo presentes dos recém-casados, conforme relatou Rafaela.

Ao perceber o desaparecimento dos pertences, Rafaela tentou contato com Paola, sem sucesso, e decidiu registrar um boletim de ocorrência na polícia. Com o avanço das apurações, ela conseguiu reaver parte do patrimônio roubado, mas o episódio revelou um padrão de conduta que vai além dos homicídios. Outras três vítimas também compareceram às autoridades relatando diagnóstico de dopagem, entre elas uma senhora de 85 anos, residente em Contagem, na Grande Belo Horizonte, que afirmou ter sido roubada por Paola no ano de 2024.

Diante das evidências, a defesa da suspeita alegou que Paola teria agido sob efeito de um surto no momento dos assassinatos. No entanto, o delegado responsável pelo caso, Gustavo Bartella, questionou a versão com base no histórico de condutas da investigada e, principalmente, em seu comportamento durante a reconstituição dos crimes, que teria demonstrado frieza e dissimulação incompatíveis com um estado de descontrole emocional. A postura calculista da autora chamou a atenção dos investigadores, que reforçaram o pedido de manutenção da prisão preventiva.

Presa desde 2 de julho, Paola Stefany Neto Cirino permanece à disposição da Justiça e agora aguarda o parecer do Ministério Público, que deverá se manifestar sobre a denúncia formal. A conclusão do inquérito policial reforça a gravidade dos fatos e a complexidade do caso, que expõe não apenas a brutalidade do duplo homicídio, mas também um histórico de ações criminosas marcado por planejamento, manipulação e crueldade contra pessoas vulneráveis. A Justiça mineira deverá decidir nos próximos dias os rumos do processo, enquanto familiares e conhecidos das vítimas aguardam por respostas e pelo devido esclarecimento dos crimes.

Por: João Bosco

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