top of page

Pacheco deixará PSD e deve entrar na corrida pelo Palácio da Liberdade em movimento articulado por Lula

BRASÍLIA — Conforme adiantado por fontes partidárias, o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), confirmará nos próximos dias sua saída da legenda para oficializar a candidatura ao governo de Minas Gerais. O movimento conta com aval direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca unificar um campo de centro-esquerda no estado.

A migração partidária deve levar Pacheco para uma sigla alinhada à sua atuação no Congresso. Os destinos mais cotados são o MDB e o União Brasil, sendo este último a preferência do Palácio do Planalto. No entanto, a filiação no União Brasil pode enfrentar resistência interna, especialmente do PP e de seu presidente, Antonio Rueda.

A entrada de Pacheco na disputa altera radicalmente um cenário até então fragmentado. Ele se junta a uma lista de postulantes que inclui Cleitinho (Republicanos), líder nas pesquisas, Domingos Sávio (PL), Eros Biondini (Novo), Cristiano Caporesso (Podemos), Marcelo Aro (PSD), Euclydes (UB), Vile dos Santos (PL) e Alexandre Kalil (PDT).

A decisão de Pacheco pressiona particularmente a candidatura de Alexandre Kalil. Com o apoio de Lula canalizado para o presidente o senador, Kalil — que aparece em segundo lugar nas pesquisas — terá de buscar uma nova legenda para seguir na corrida. Sua saída do PDT é tida como certa nos bastidores, caso se concretize.

Interrogações definem novo tabuleiro

O movimento abre pelo menos três grandes incógnitas que devem dominar as negociações nas próximas semanas:

  1. O destino partidário de Pacheco: Qual sigla de centro-esquerda abrigará sua candidatura com apoio do Planalto?

  2. A recolocação de Kalil: Para onde migrará o ex-prefeito de Belo Horizonte, que mantém capital político e bons índices eleitorais?

  3. A reação da direita: Cleitinho manterá sua candidatura ou apoiará o vice-governador Mateus Simões em uma tentativa de unificação?

A articulação em torno de Pacheco demonstra a intenção de Lula de intervir diretamente na sucessão de um estado-chave. O movimento, porém, desestabiliza aliados e joga luz sobre as complexas negociações partidárias que antecedem a convenção. A corrida em Minas Gerais, até agora indefinida, ganha um novo e decisivo ator.

Por: João Bosco


Comentários


bottom of page