"Operação Adversa" desmantela rede de falsificação de medicamentos em MG e SP
- jbcomunicacoes100
- 12 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Em uma ação conjunta do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da Polícia Militar, foi dada sequência à segunda fase da "Operação Adversa". A iniciativa tem como objetivo central combater uma complexa organização criminosa dedicada à falsificação de medicamentos, tanto de uso veterinário quanto humano. A operação representa um esforço contínuo das forças de segurança para desmantelar redes que, ao burlar os órgãos de vigilância sanitária, colocam em risco a saúde pública e animal, movimentando um mercado ilegal e extremamente perigoso.

No total, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, abrangendo municípios em dois estados brasileiros. As diligências se estenderam por Campo do Meio, Boa Esperança e Campo Belo, em Minas Gerais, e também atingiram a cidade de Ribeirão Preto, no estado de São Paulo. A abrangência geográfica da operação evidencia a capilaridade da organização criminosa, que atuava em diferentes frentes para distribuir seus produtos ilícitos. A coordenação entre as polícias de diferentes unidades da federação foi crucial para o sucesso simultâneo das investidas.

O saldo operacional foi significativo, resultando na prisão em flagrante de quatro pessoas na cidade de Campo do Meio. Adicionalmente, um adolescente de 17 anos foi detido para apuração de sua participação no esquema. Durante as buscas, os agentes apreenderam uma vasta quantidade de materiais que comprovam a sofisticação da operação ilegal. Entre os itens confiscados estavam medicamentos falsificados, máquinas de cartão de crédito, embalagens vazias, notebooks, etiquetas e aparelhos celulares. Em um dos locais vasculhados, a descoberta de seringas e munições adicionou um novo nível de gravidade aos crimes investigados, sugerindo conexões com outras atividades ilícitas.

A investigação revelou que o grupo possuía uma sólida estrutura logística e financeira, projetada para dificultar o rastreamento pelas autoridades. Para isso, utilizava "laranjas" que comandavam as operações financeiras juntos aos bancos, ocultando os verdadeiros beneficiários do esquema milionário. Essa sofisticação demonstra um alto grau de organização para lavar o dinheiro proveniente da venda dos produtos falsificados, prática que busca conferir uma aparência de legalidade aos ganhos ilícitos.

Para assegurar o cumprimento de todos os mandados de forma eficaz e segura, a operação contou com uma força-tarefa composta por 92 policiais e 4 promotores de Justiça, que coordenaram as ações em tempo real. O apoio aéreo foi garantido por um helicóptero da Base Regional da Aviação do Estado de Minas Gerais (6ª Brave), proporcionando mobilidade e vigilância estratégica durante as diligências. A "Operação Adversa" reforça o compromisso das instituições no enfrentamento ao crime organizado, atacando não apenas a produção, mas toda a estrutura financeira que sustenta essas atividades nefastas.
Por: João Bosco








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