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MP PEDE CONDENAÇÃO DE ALEXANDRE KALIL POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA EM PESQUISA ELEITORAL

23 de mai.
2 min de leitura

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) protocolou, nesta terça-feira (19), pedido de condenação contra o ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-candidato ao governo do estado, Alexandre Kalil (PDT), por improbidade administrativa. A ação aponta que Kalil teria utilizado uma agência de publicidade contratada pela prefeitura da capital para realizar uma pesquisa eleitoral de caráter pessoal. O pedido foi enviado à Justiça e inclui medidas como ressarcimento aos cofres públicos, suspensão dos direitos políticos e multa civil.

De acordo com a denúncia, a empresa Perfil 252 teria financiado uma pesquisa eleitoral no valor de R$ 60 mil para avaliar o cenário de Kalil na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2022. O MP sustenta que opagamento da pesquisa foi uma contrapartida para garantir a manutenção e a execução de contratos publicitários que a empresa mantinha com o município de Belo Horizonte à época em que Kalil era prefeito. O valor total dos contratos sob suspeita chega a R$ 103,5 milhões, valor que o MP pede que seja ressarcido.

A investigação revelou que a ação atualmente tramita apenas contra Alexandre Kalil. Os demais envolvidos no esquema já fecharam acordos com o Ministério Público, confessaram sua participação e colaboraram com as investigações. Entre as provas apresentadas estão mensagens de WhatsApp, áudios e registros digitais que, segundo os promotores, comprovam as tratativas para a realização da pesquisa eleitoral enquanto os contratos publicitários estavam vigentes.

Além do pedido de ressarcimento integral dos R$ 103,5 milhões, o Ministério Público solicita à Justiça a suspensão dos direitos políticos de Alexandre Kalil por um período de até 14 anos. A promotoria também pede a aplicação de multa civil e a perda de eventuais bens ou valores obtidos ilicitamente. As penalidades estão previstas na Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992), que visa punir agentes públicos que causam prejuízo ao erário ou atentam contra os princípios da administração pública.

A defesa de Alexandre Kalil ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido de condenação. O caso agora aguarda decisão da Justiça, que pode acolher ou rejeitar os pedidos do Ministério Público. Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que, se condenado, Kalil poderá ficar inelegível por até 14 anos, o que comprometeria eventuais planos futuros na política mineira. O processo segue sob sigilo de justiça em uma das varas especializadas em ações de improbidade administrativa da capital.

Por: João Bosco


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