MOTOQUEIRO DE APLICATIVO PRESO POR MORTE DE PASSAGEIRA PRESTA DEPOIMENTO E CASO GERA REVOLTA EM VARGINHA
- há 3 horas
- 2 min de leitura

O caso da morte de Joice Bastiston, ocorrida no dia 19 de junho em Varginha, começa a ser desvendado pela Polícia Civil, mas ainda levanta mais perguntas do que respostas. O motociclista de aplicativo Richard Ferreira Tristão, preso no dia 25 de junho – seis dias após o acidente –, prestou depoimento à autoridade policial na última quinta-feira (2) e apresentou sua versão para os fatos que chocaram a cidade. Segundo o condutor, Joice teria caído da garupa da motocicleta durante o trajeto, ficando desacordada no local. Richard relatou que saiu para procurar ajuda e, quando retornou minutos depois, o corpo da passageira já não se encontrava mais onde havia caído, o que, segundo ele, o teria deixado atônito e sem saber como proceder.

Durante o depoimento, o motociclista afirmou que não sabe o que provocou a queda da motocicleta e que não mantinha qualquer relação com Joice antes da corrida, tratando-se de um atendimento comum por meio da plataforma de transporte. O que mais agrava a situação de Richard, no entanto, é a demora de seis dias para se apresentar à Polícia – atitude que, para os investigadores, levanta forte suspeita de omissão e possível tentativa de ocultação de provas. Na ocasião do depoimento, o suspeito exerceu seu direito constitucional de permanecer em silêncio, não respondendo a perguntas específicas sobre as circunstâncias do acidente. Ele permanece preso preventivamente no presídio de Varginha, aguardando os desdobramentos do inquérito.

O caso, que tramita em segredo de justiça na 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Varginha, ganhou contornos dramáticos desde o primeiro momento. Joice Bastiston havia saído de casa na noite do dia 19 para assistir ao jogo da Seleção Brasileira com amigas, mas jamais chegou ao destino. Horas depois, foi encontrada gravemente ferida na Avenida Perimetral. O Corpo de Bombeiros foi acionado e prestou os primeiros socorros, encaminhando-a em estado crítico para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Infelizmente, devido à gravidade dos ferimentos, a jovem não resistiu e teve o óbito constatado ainda na unidade de saúde.

A comoção tomou conta de familiares, amigos e da comunidade varginhense, que cobram esclarecimentos ágeis e justiça. Enquanto as investigações prosseguem sob rigoroso sigilo, a Polícia Civil trabalha tentar para reconstituir a dinâmica do acidente e esclarecer o que realmente aconteceu entre a saída de Joice e o momento em que seu corpo foi encontrado. Os familiares de Joice realizaram uma passeata no centro da cidade para pedir justiça.
Por: João Bosco






