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DIARISTA QUE MATOU IDOSOS EM BH PASSA POR RECONSTITUIÇÃO EM MEIO A GRITOS E PEDIDO DE EXAME PSIQUIÁTRICO

  • há 43 minutos
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A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, esteve na tarde desta quarta-feira (8) no apartamento do casal de idosos que ela confessou ter assassinado a facadas no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, para a reconstituição simulada do crime. O procedimento, conduzido pela Polícia Civil, teve como objetivo esclarecer a dinâmica do duplo latrocínio que vitimou Maria Clotilde Atala Inácio, de 76 anos, e seu marido Cláudio Atala Inácio, de 75 . A chegada e a saída da suspeita do local foram marcadas por hostilidades de populares, que gritavam palavras como "assassina" e "bandida" em meio à comoção causada pelo caso.

No centro das investigações está a motivação financeira, uma vez que a suspeita, que estava em seu primeiro dia de trabalho na residência, teria levado joias, relógios, celulares e R$ 18mil em dinheiro das vítimas. Investigações apontam que ela enfrentava dívidas significativas, incluindo R$ 40 mil com um agiota . A arma do crime, uma faca que foi lavada e guardada na cozinha, foi localizada pela perícia na última segunda-feira (6) com o uso de luminol, reagente que revela vestígios de sangue invisíveis a olho nu, e será submetida a exames de DNA.

Logo após o procedimento de reconstituição, a defesa de Paola protocolou um pedido de instauração de incidente de insanidade mental, com fundamento no artigo 149 do Código de Processo Penal. O advogado Bruno Correia Lemos encaminhou o requerimento ao delegado Gustavo Barletta, responsável pela investigação, argumentando que há indícios de comprometimento da saúde mental da cliente. Segundo a defesa, Paola apresenta histórico de confusão mental, esquecimentos, pensamentos suicidas e já passou por atendimentos no Hospital Espírita André Luiz e no CAPS III de Ribeirão das Neves, mas ressaltou que apenas a perícia oficial poderá emitir um laudo conclusivo sobre sua capacidade de imputabilidade.

A avaliação psiquiátrica, caso seja determinada pela Justiça, será crucial para definir se Paola poderá ser considerada inimputável – isenta de pena por não entender o caráter ilícito do fato – ou semi-imputável, com pena reduzida, ou ainda plenamente responsável por seus atos. O caso, que tramita em segredo de justiça, teve a prisão da suspeita convertida em preventiva na última sexta-feira (3), e a Justiça já havia negado pedidos anteriores da defesa por falta de provas documentais de doença mental. Enquanto a família das vítimas aguarda justiça, a Polícia Civil segue com diligências para descartar a participação de terceiros e concluir o inquérito.

Por: João Bosco

Foto: Facebook


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