MIRA ANDREEVA FAZ HISTÓRIA E SE TORNA A TENISTA MAIS NOVA A VENCER ROLAND GARROS EM 34 ANOS
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A manhã deste sábado (6) entrou para a história do tênis mundial. A russa Mira Andreeva, de apenas 19 anos, conquistou o título de Roland Garros ao derrotar a polonesa Maja Chwalinska por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/2. Com a vitória, Andreeva se tornou a tenista mais nova a vencer o torneio nas últimas 34 anos, quebrando uma longa hegemonia de campeãs mais experientes. A jovem prodígio não deixou dúvidas sobre seu domínio na quadra central parisiense, controlando as ações do início ao fim e exibindo um tênis maduro e agressivo.

Este é o primeiro título de Grand Slam da carreira de Mira Andreeva, mas sua trajetória de sucesso já vinha sendo anunciada nos principais circuitos. Em 2025, ela venceu o prestigiado Aberto de Indian Wells, superando nada menos que a bielorrussa Aryna Sabalenka, então número 1 do mundo. Além disso, Andreeva já havia mostrado seu talento em competições por equipes ao conquistar a medalha de prata nas duplas femininas nas Olimpíadas de Paris, em 2024. Com o troféu Suzanne Lenglen em mãos, a russa confirma seu lugar entre as grandes promessas que já se consolidam como realidade no circuito profissional.

Apesar da derrota na final, Maja Chwalinska, de 24 anos, saiu de Paris como uma das grandes vitoriosas da edição. A polonesa protagonizou uma das campanhas mais surpreendentes da história recente de Roland Garros: ela veio do qualifying (o torneio classificatório), entrou na chave principal como 113ª colocada no ranking da WTA e, após uma série de viradas impressionantes, chegou à sua primeira final de Grand Slam. Com o vice-campeonato, Chwalinska saltará para a 21ª posição do mundo, uma escalada de 92 posições. Por seu desempenho inesperado e heroico, ela foi eleita pela imprensa especializada como a grande zebra de Roland Garros 2026.

Os resultados finais do torneio feminino em Paris escancaram uma mudança de vento no tênis mundial: de um lado, a ascensão meteórica de Andreeva, que representa a nova geração de campeãs precoces; de outro, a prova de que a competitividade do circuito permite sonhos improváveis, como o de Chwalinska. Para o futuro próximo, a expectativa é de que a jovem russa dispute com Iga Swiatek, Coco Gauff e Sabalenka o posto de grande dominadora do esporte, enquanto a polonesa terá a missão de confirmar que sua campanha histórica não foi um lampejo isolado. Roland Garros 2026 ficará marcado não apenas por um novo nome no troféu, mas por duas narrativas inspiradoras que redefinem os limites do possível no tênis.
Por: João Bosco
Foto: Roland Garros









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