INGLATERRA SUPERA SUSTOS E MÉXICO EM JOGO ELETRIZANTE E GARANTE VAGA NAS QUARTAS
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Diferentemente do que ocorreu com o Brasil na mesma fase, que amargou uma eliminação precoce nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ao jogar com excessiva passividade e respeito diante da Noruega – feito que não acontecia com a seleção canarinho desde 1990 –, Inglaterra e México protagonizaram um duelo à altura do que se espera de uma fase eliminatória. Desde o apito inicial, o confronto disputado em solo mexicano teve ritmo intenso, pegada ofensiva e alternâncias de domínio, provando que, quando há entrega e ousadia, o espetáculo fala mais alto que o medo de perder.

O primeiro tempo foi dividido em duas metades distintas. Nos minutos iniciais, o México impôs sua intensidade e envolveu a defesa inglesa com trocas rápidas de passes e investidas pelos flancos, criando claras oportunidades de gol. No entanto, a Inglaterra soube suportar a pressão inicial e, a partir dos 25 minutos, passou a equilibrar as ações, até que, em uma jogada bem trabalhada, abriu o placar antes do intervalo. Na segunda etapa da primeira metade, os ingleses cresceram de produção, ampliaram a vantagem e fecharam os primeiros 45 minutos com um consistente 2 a 0, resultado que parecia encaminhar uma classificação tranquila.

A etapa complementar, porém, reservou emoções até o último minuto. Aos 9 minutos, o México descontou, reacendendo a esperança da torcida e recolocando a equipe no jogo. A Inglaterra respondeu com frieza: Harry Kane, acertou um belo chute e marcou o terceiro gol inglês e, por instantes, pareceu decretar a sentença. Mas os mexicanos não se entregaram. Raúl Jiménez, cobrando pênalti com categoria após falta na área, diminuiu para 3 a 2 e inflamou os últimos minutos, com a seleção verde e branca pressionando em busca do empate histórico para levar o jogo para a prorrogação.

Apesar da pressão final e das investidas mexicanas, a Inglaterra mostrou maturidade defensiva e soube administrar o resultado com marcação firme e saídas rápidas, garantindo o apito final com a vitória por 3 a 2. Com esse resultado, os ingleses carimbam seu passaporte para as quartas de final, onde enfrentarão a Noruega, enquanto o México se despede com dignidade, deixando a impressão de que poderia ter ido além. A partida fica como contraponto à apatia vista em outras seleções tradicionais e reafirma que, no mata-mata da Copa, atitude e coração são tão importantes quanto técnica e tática.
Por: João Bosco










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