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INGLATERRA ATROPELA FRANÇA EM JOGO DE 10 GOLS, MAS BRILHO FICA OFUSCADO PELA APATIA FRANCESA

19 de jul.
2 min de leitura

Em uma partida que terminou com 10 gols no placar, mas deixou a desejar em intensidade e emoção, a Inglaterra garantiu o terceiro lugar na Copa do Mundo de 2026 ao vencer a França por 6 a 4, neste sábado, no Gardens Stadium, em Miami. A goleada histórica, no entanto, foi mais reflexo da desmobilização francesa do que do brilho inglês. Apesar do número expressivo de tentos, o jogo foi marcado por uma primeira etapa surreal, na qual os franceses pareciam atuar sem direção, entregando espaços e facilitando as investidas adversárias.

Já nos primeiros 45 minutos, a Inglaterra construiu uma vantagem avassaladora de 4 a 0, placar que poderia ter sido ainda mais elástico não fossem algumas defesas do goleiro francês e a falta de punteria em lances claros. A postura apática dos comandados de Didier Deschamps chamou a atenção da imprensa presente e da torcida, que reagiu cobrando atitude. A impressão era de que a seleção francesa, ainda abalada pela eliminação na semifinal, entrou em campo sem estímulo, tratando a disputa do bronze como um fardo, e não como uma oportunidade de honrar a camisa.

No vestiário, o técnico Didier Deschamps parece ter feito soar o alerta. A ordem foi clara: evitar um vexame histórico e restaurar, ao menos, o respeito com os milhares de torcedores franceses presentes nas arquibancadas do estádio na Flórida. A reação veio no segundo tempo, com os franceses ensaiando uma recuperação ao marcar três gols consecutivos, reduzindo a diferença para 4 a 3 e trazendo um fôlego momentâneo à partida. A atitude, porém, veio tarde demais — e escancarou a irregularidade de uma equipe que oscilou entre a apatia e a pressa, sem conseguir sustentar a virada.

Do outro lado, a Inglaterra, comandada por Thomas Tchel, mostrou maturidade para administrar o susto e não permitiu que a reação francesa prosperasse. Com frieza e eficiência, os ingleses marcaram mais dois gols, fechando o placar em 6 a 4, com direito a um show à parte de Bukayo Saka, autor de três gols e melhor em campo. A vitória garantiu o pódio e encerrou a campanha britânica com um saldo positivo, ainda que o desempenho coletivo tenha oscilado. Para a França, fica a amarga sensação de que o talento individual foi ofuscado pela falta de combustível emocional — e a pergunta que ecoa é se o terceiro lugar, em 2026, valeu menos do que a dura lição deixada em campo.

Por: João Bosco

Foto: Fifa

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