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HÁ QUATRO DIAS DO TERREMOTO DE 7,4 NA COLÔMBIA JÁ FORAM CONFIRMADOS 265 MORTOS E MAIS DE 500 PESSOAS AINDA DESAPARECIDAS

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Passados quatro dias do devastador terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a costa da Colômbia, o balanço oficial já contabiliza 265 mortos e aproximadamente 500 pessoas ainda desaparecidas, segundo dados atualizados pela Defesa Civil do país. A cidade de Pereira, localizada na região cafeeira, foi a mais castigada pelo fenômeno, com o colapso total ou parcial de 59 edifícios, incluindo estruturas públicas de grande importância, como o prédio da Secretaria de Saúde e parte da sede da Prefeitura municipal. Os serviços essenciais – como abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica e redes de telecomunicação – operam de forma parcialmente paralisada, o que dificulta sobremaneira as operações de resgate e o atendimento à população desabrigada, estimada em mais de 12 mil pessoas que buscam abrigo em escolas e ginásios transformados em centros de acolhimento.

Equipes de busca e salvamento, compostas por bombeiros, policiais e voluntários, trabalham ininterruptamente entre os escombros na esperança de localizar sobreviventes, mas o tempo transcorrido desde o tremor inicial reduz drasticamente as chances de encontrar pessoas com vida. O governo colombiano decretou estado de emergência em três províncias e solicitou apoio internacional, com equipes especializadas do México, do Chile e dos Estados Unidos. O presidente Abelardo de La Esprilla, em pronunciamento oficial, prometeu recursos emergenciais para a reconstrução das áreas afetadas e garantiu que hospitais de campanha foram montados para suprir a demanda da rede pública, que ficou severamente comprometida com a destruição da unidade da Secretaria de Saúde. Enquanto isso, familiares das vítimas desaparecidas aguardam angustiados por notícias em frente aos locais de resgate, em cenas que comovem o país e repercutem em toda a América Latina.

O terremoto colombiano ocorre em um contexto geológico extremamente preocupante: apenas dias antes, dois tremores gêmeos de grande intensidade já haviam devastado regiões vizinhas da Venezuela, deixando mais de seis mil mortos e um rastro de destruição sem precedentes na história recente daquele país. Geólogos consultados por esta reportagem explicam que a simultaneidade dos eventos não é mera coincidência, mas reflexo da localização de ambas as nações sobre o Círculo de Fogo do Pacífico e sobre as fronteiras de múltiplas placas tectônicas em constante movimento – especialmente a Placa de Nazca, a Placa Sul-Americana e a Placa do Caribe. O acúmulo de pressão ao longo dessas zonas de subducção é liberado periodicamente na forma de ondas sísmicas, e os especialistas alertam que a região pode registrar novas réplicas nos próximos dias, embora com magnitudes menores, o que mantém as autoridades em estado de alerta máximo e recomenda à população que evite edifícios com estruturas comprometidas.

Especialistas em geofísica reforçam que a sequência de abalos na América do Sul não configura, necessariamente, um padrão anômalo, mas evidencia a vulnerabilidade de países que não investiram em infraestrutura antissísmica e em sistemas de alerta precoce. Enquanto o Chile e o Japão possuem códigos de construção rigorosos e tecnologia de monitoramento avançada, Colômbia e Venezuela ainda carecem de políticas públicas consolidadas para mitigar os danos de eventos dessa magnitude – um atraso que, agora, cobra um preço altíssimo em vidas humanas e prejuízos materiais. A comunidade internacional já mobilizou esforços de cooperação humanitária, com a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciando o envio de suprimentos médicos e alimentares, além de especialistas em logística de desastres. Para os próximos dias, a prioridade é encontrar os desaparecidos, enterrar dignamente os mortos e evitar a propagação de doenças nos abrigos improvisados, ao mesmo tempo em que se desenha um plano de reconstrução que, segundo os governantes, levará anos e exigirá a solidariedade de toda a região.

Por: João Bosco

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