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HOMEM MORRE APÓS DISPARO DA PM DENTRO DE HOSPITAL EM VARGINHA; CASO É INVESTIGADO

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

A tarde desta sexta-feira (31) foi marcada por um episódio de violência no Pronto Atendimento do Hospital Bom Pastor, em Varginha, que resultou na morte de Patrick de Paula Gomes, de 36 anos. Segundo informações oficiais, o disparo que vitimou o paciente partiu de um policial militar, que teria agido para conter uma investida agressiva do homem contra profissionais de saúde e demais pacientes que aguardavam atendimento no local. A ocorrência mobilizou equipes da segurança pública e da administração hospitalar, que agora trabalham para esclarecer as circunstâncias exatas do episódio.

O histórico do caso teve início momentos antes, quando Patrick tentou, sem sucesso, invadir o Fórum da Comarca de Varginha. Diante da tentativa de acesso não autorizado, a Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, constatou que o suspeito apresentava ferimentos – cuja origem ainda não foi oficialmente esclarecida. Ele foi, então, detido e conduzido sob escolta policial até o Pronto Atendimento do Hospital Bom Pastor para receber os cuidados médicos necessários, em cumprimento aos protocolos de saúde e segurança.

No entanto, já no interior da unidade de saúde, o comportamento de Patrick tornou-se progressivamente mais hostil. Testemunhas relatam que ele demonstrava agitação extrema, proferia ameaças e colocava em risco iminente a integridade física dos enfermeiros, técnicos e outros pacientes que estavam na sala de espera. Diante da iminente periculosidade e da impossibilidade de contê-lo apenas com técnicas de imobilização física, um dos agentes da escolta efetuou um disparo de arma de fogo, que atingiu o homem e o levou a óbito ainda no hospital, apesar dos esforços da equipe médica para reanimá-lo.

A Fundação Hospitalar do Município de Varginha confirmou o falecimento do paciente, mas limitou-se a informar que o caso está em apuração pelas autoridades competentes e que, por determinação legal, corre sob sigilo. A Polícia Civil deve instaurar inquérito para investigar a conduta dos policiais envolvidos, bem como as circunstâncias que levaram à entrada de Patrick no fórum e à origem de seus ferimentos prévios. Além da comoção imediata, familiares e amigos lamentam a perda de Patrick, que deixa dois filhos, um adolescente de 14 anos e outro jovem de 18 anos, em meio à expectativa por respostas e justiça.

 
 
 

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