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FLÁVIO BOLSONARO LIDERA PESQUISA GERP COM 42%, DENTRO DA MARGEM DE ERRO CONTRA LULA

25 de jun.
3 min de leitura

Pesquisa nacional divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Gerp mostra um cenário de empate técnico na corrida presidencial, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento, realizado entre os dias 15 e 20 de junho de 2026 com dois mil eleitores de 16 anos ou mais, aponta o senador com 42% das intenções de voto, contra 40% do petista — diferença de dois pontos percentuais, inferior à margem de erro de três pontos para mais ou para menos, o que configura empate técnico. O resultado representa uma virada no humor do eleitorado, já que pesquisas anteriores mostravam Lula com vantagem sobre o principal nome da direita. O instituto ressalta que a coleta de dados foi concluída antes da eclosão do escândalo envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) no caso Banco Master, o que pode alterar o quadro nas próximas rodadas.

Em um eventual segundo turno, os números se mantêm estáveis quando o adversário é Flávio Bolsonaro, mas o cenário muda consideravelmente se o oponente for outro nome da oposição. Contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 39% contra 36% — vantagem de três pontos, também dentro da margem de erro. Já diante do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), a diferença cai para apenas um ponto percentual: 39% para Lula e 38% para Caiado. Os dados sugerem que, embora Flávio Bolsonaro seja o nome mais competitivo no momento, os demais postulantes da direita também mantêm potencial de crescimento, especialmente em um cenário de segundo turno com polarização menos acentuada.

A pesquisa do Instituto Veritá, divulgada na mesma data, reforça a força de Flávio Bolsonaro em quatro das cinco regiões do país, com vantagem expressiva sobre Lula em todas elas, exceto no Nordeste. Na região Norte, o senador aparece com 58,9%, contra 41,1% do petista; no Centro-Oeste, a vantagem é ainda maior: 59,5% a 40,5%; no Sudeste, o placar é de 55,2% a 44,8%; e no Sul, 55,8% a 44,2%. O único reduto onde Lula ainda mantém superioridade é o Nordeste, tradicionalmente favorável ao PT, apontando 54,9% de Lula, contra 45,5% de Flávio Bolsonaro.

Os números refletem um movimento de consolidação do nome de Flávio Bolsonaro como herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente entre os eleitores mais jovens e nas regiões de maior peso eleitoral, como Sudeste e Sul. Especialistas ouvidos pela imprensa atribuem o crescimento do senador à percepção de renovação geracional e à rejeição acumulada ao governo Lula em áreas como economia, segurança pública e inflação. Ao mesmo tempo, analistas alertam que a pesquisa Gerp foi realizada antes do agravamento das investigações sobre o Banco Master, que atingiram indiretamente o PT com a saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado — fato que pode influenciar negativamente a imagem do partido nas próximas pesquisas.

Com a proximidade das convenções partidárias, marcadas para agosto, os números acendem um alerta no campo governista e animam a oposição, que vê na vantagem numérica de Flávio Bolsonaro um sinal de que a eleição de 2026 será mais disputada do que se previa. A margem de erro de três pontos indica que o cenário permanece volátil. A equipe de Lula já estuda novas estratégias de comunicação e acenos a setores moderados para tentar reverter o quadro, enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro trata os números como um termômetro positivo, mas evita euforia — ciente de que o impacto dos próximos desdobramentos do caso Wagner ainda está por ser medido nas urnas.

Por: João Bosco

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