top of page

FERIADO PROLONGADO REGISTRA 98 MORTES NAS RODOVIAS FEDERAIS; IMPRUDÊNCIA É A PRINCIPAL CAUSA

  • 8 de jun.
  • 2 min de leitura

Mais um feriado prolongado foi marcado por imprudência e vítimas fatais nas estradas brasileiras. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou na manhã desta segunda-feira (8) que foram contabilizadas 98 mortes em todo o país nas rodovias federais, envolvendo 1.060 acidentes e 1.057 feridos. Os números, que refletem o período entre quinta-feira (4) e o domingo (7), demonstram o alto índice de acidentes provocados por comportamentos de risco, conforme apontam as estatísticas da própria PRF, apontando que a maioria dessas ocorrências poderia ter sido evitada com atitudes preventivas por parte dos motoristas.

As autuações aplicadas pela fiscalização revelam um cenário preocupante de desrespeito às leis de trânsito. Foram registradas 24.212 multas por excesso de velocidade, 4.277 por ultrapassagem proibida e 3.828 por falta de segurança, como o não uso do cinto de segurança. Além disso, a PRF realizou 75.413 testes do bafômetro, dos quais 879 motoristas foram autuados por dirigir sob influência de álcool. Esses números indicam que, apesar das campanhas educativas e do endurecimento da Lei Seca, muitos condutores ainda insistem em assumir riscos desnecessários.

No estado de Minas Gerais, o cenário também foi grave. Foram registradas 10 vítimas fatais nas estradas federais que cortam o estado, com destaque para o trecho da BR-381, conhecida como "Rodovia da Morte", onde ocorreu o maior número de óbitos. A rodovia, que liga Belo Horizonte ao Espírito Santo, é historicamente uma das mais perigosas do país devido à sua geografia acidentada, ao grande fluxo de veículos pesados e, principalmente, à imprudência dos motoristas. Operações especiais foram montadas nos pontos críticos, mas ainda assim os acidentes fatais persistiram.

A PRF reforça que a fiscalização será intensificada nos próximos feriados e que campanhas educativas continuarão sendo realizadas. No entanto, a corporação faz um apelo direto à conscientização dos condutores: respeitar os limites de velocidade, não consumir álcool antes de dirigir, usar o cinto de segurança e evitar ultrapassagens proibidas são atitudes que salvam vidas. "A pior multa é aquela que cobra uma vida", lembra um dos porta-vozes da PRF, destacando que a segurança no trânsito é uma responsabilidade compartilhada entre poder público e sociedade.

Por: João Bosco


Comentários


Compartilhar Notícia

bottom of page