BRASIL ENFRENTA JAPÃO COM AMPLO FAVORITISMO, MAS COM ALERTA PARA A EVOLUÇÃO DO RIVAL
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O empate em 1 a 1 entre Suécia e Japão na rodada de encerramento do Grupo F confirmou a seleção nipônica como a adversária do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026. O duelo está marcado para esta segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), no Houston Stadium. A classificação japonesa veio na segunda colocação da chave, com uma vitória e dois empates, enquanto a Suécia, com o mesmo número de pontos, ficou eliminada pelo saldo de gols.

O retrospecto histórico entre as duas seleções é amplamente favorável ao Brasil. Em 14 confrontos, contando amistosos e partidas oficiais, a equipe canarinho venceu 11 vezes, perdeu uma e empatou em outras duas ocasiões. O único revés brasileiro ocorreu justamente em 2025, em um amistoso que serviu de alerta para a comissão técnica. O confronto mais marcante, no entanto, segue sendo o duelo da primeira fase da Copa de 2006, na Alemanha, quando o Brasil venceu por 4 a 1 com atuação de gala do chamado "quadrado mágico".

Apesar da vantagem histórica, especialistas e membros da delegação brasileira fazem coro em um ponto: o futebol mundial está cada vez mais nivelado, e o histórico já não pode ser tratado como termômetro para o jogo de eliminação direta. O Japão vem crescendo de forma consistente nas últimas décadas, com uma escola tática disciplinada e jogadores com experiência em grandes ligas. A expectativa é de um jogo corrido, físico e de muitos duelos no meio-campo, longe do domínio tranquilo que o Brasil impunha no passado diante dos asiáticos.

Do ponto de vista numérico, a primeira fase mostrou forças distintas entre os dois times. Enquanto o Brasil terminou o Grupo G com duas vitótias e um empate, sete gols marcados e apenas um sofrido – o melhor saldo da competição entre todos os classificados –, o Japão balançou as redes sete vezes, mas também cedeu três gols, evidenciando sua defesa como o ponto mais vulnerável. A Seleção Brasileira, por sua vez, chega embalada e com a segunda melhor defesa da fase de grupos, mas terá de provar que o favoritismo no papel se traduz em eficiência dentro das quatro linhas contra um adversário que não se intimida com camisas pesadas.
Por: João Bosco










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