FAMÍLIA DE JOICE BATISTON REALIZA CAMINHADA PACÍFICA EM VARGINHA E PEDE JUSTIÇA APÓS PRISÃO DE SUSPEITO

A comoção tomou conta da cidade de Varginha, no Sul de Minas Gerais, após a morte trágica de Joice Batiston, de 27 anos. A jovem foi encontrada gravemente ferida na noite do dia 19 de junho, às margens da Avenida Perimetral, com diversos traumatismos pelo corpo, e não resistiu aos ferimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Diante da comoção e da falta de respostas iniciais, a família organizou uma caminhada pacífica no último fim de semana no centro da cidade, reunindo dezenas de participantes que pediam justiça e esclarecimentos sobre a morte da atendente de supermercado.

A principal linha de investigação aponta para o motociclista de aplicativo Richard Ferreira Tristão, de 30 anos, que conduzia a corrida solicitada por Joice naquela noite. Ele foi preso temporariamente na última quinta-feira (25), localizado na zona rural de Varginha, e passou por audiência de custódia na sexta-feira (26), onde a Justiça decidiu pela manutenção da prisão. Durante a operação, a polícia apreendeu uma motocicleta, celulares, vestimentas e fragmentos de um aparelho queimado, que podem ser cruciais para elucidar o caso, enquanto o suspeito permaneceu em silêncio e afirmou que só falaria na presença de um advogado.

A dinâmica do crime ainda é incerta, e a polícia trabalha com duas hipóteses principais: acidente de trânsito ou homicídio. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Joice embarcou na moto para ir ao encontro de amigas, onde assistiriam ao jogo do Brasil pela Copa do Mundo, mas ela nunca chegou ao destino. A família contesta veementemente a versão de acidente, apontando a gravidade dos ferimentos, especialmente no rosto — que estaria protegido pelo capacete em uma queda — e o desaparecimento do celular da vítima, o único pertence não localizado entre seus objetos pessoais.

Enquanto o laudo de necropsia apontou traumatismo craniano como causa da morte, a família aguarda ansiosamente os resultados de outras perícias que possam esclarecer o que realmente ocorreu. A caminhada pacífica, que reuniu parentes, amigos e moradores da cidade, foi um ato de dor e cobrança, mas também de união em busca de respostas. O caso, que já está sob investigação da Delegacia de Homicídios, segue mobilizando Varginha, com a população e os familiares de Joice determinados a não descansar enquanto a verdade não vier à tona e o responsável for devidamente punido.
Por: João Bosco









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