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EMPRESÁRIO É PRESO EM POUSO ALEGRE POR COMERCIALIZAR MEDICAMENTOS FALSOS EM LOJA DE ROUPAS

Uma loja de roupas no centro de Pouso Alegre (MG) foi interditada e seu proprietário, preso em flagrante, após uma operação da Vigilância Sanitária municipal descobrir uma vasta quantidade de medicamentos emagrecedores falsificados e/ou adulterados no local. A ação, realizada na última terça-feira (27), foi deflagrada com base em uma denúncia anônima que apontava a venda irregular dos produtos. Durante a fiscalização, foram encontrados e apreendidos frascos de tirzepatida, substância usada no tratamento de diabetes e obesidade, com origem no Paraguai e sem qualquer registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Diante das evidências, o estabelecimento comercial foi lacrado e o empresário, autuado por crimes contra a saúde pública, sendo encaminhado ao Sistema Prisional da cidade.

A venda de medicamentos controlados e sem registro, disfarçada no comércio de artigos comuns, representa um grave risco à população. Especialistas alertam que produtos falsificados, como os apreendidos, podem conter dosagens incorretas, substâncias tóxicas ou nenhum princípio ativo, levando a efeitos colaterais imprevisíveis, intoxicações severas ou à ineficácia do tratamento. A tirzepatida, em particular, é um fármaco de uso restrito que exige prescrição e acompanhamento médico. A investigação apura se a loja atuava como uma "fachada" para o esquema, atraindo clientes por meio de indicações clandestinas, e se há envolvimento de uma rede maior de distribuição desses produtos ilegais na região.

O caso será investigado com base no artigo 273 do Código Penal, que tipifica o crime de "falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais". As penas podem variar de 10 a 15 anos de reclusão, além de multa. A Polícia Civil e a Vigilância Sanitária devem aprofundar as investigações para rastrear a rota de entrada desses medicamentos no país e identificar possíveis consumidores, que são orientados a procurar as autoridades para relatar eventuais compras. A Anvisa emitiu um alerta reforçando que todo medicamento legalizado deve possuir o selo de segurança e o registro na embalagem, e sua aquisição deve ser feita exclusivamente em farmácias e drogarias autorizadas.

Diante do ocorrido, as autoridades sanitárias fazem um apelo à comunidade. A população deve desconfiar de ofertas de medicamentos em locais não autorizados, como lojas de roupas, sites não confiáveis ou por meio de mensagens em aplicativos. Qualquer suspeita de comércio irregular pode e deve ser denunciada de forma anônima por meio do Disque Denúncia da Vigilância Sanitária Municipal ou pelo telefone 136, da Anvisa. A interdição da loja segue em vigor até o cumprimento de todas as exigências legais, e o proprietário aguarda audiência de custódia. O caso evidencia a importância da colaboração da sociedade no combate a um crime que coloca vidas em risco em busca de lucro fácil.

Por: João Bosco

Foto: Prefeitura de Pouso Alegre

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