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DÍVIDA PÚBLICA ATINGE RECORDE HISTÓRICO SOB GOVERNO LULA, GERANDO ALERTA SOBRE EQUILÍBRIO FISCAL

A falta de equilíbrio fiscal coloca o governo Lula em um cenário de alerta máximo, com a dívida pública bruta do governo geral alcançando a marca histórica de R$ 8,5 trilhões ao final de 2025, o equivalente a 78,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse patamar recorde reflete a complexa equação entre arrecadação, gastos e a dinâmica dos juros, pressionando a sustentabilidade das contas públicas a longo prazo. Dados consolidados da Receita Federal e do Banco Central apontam que a dívida total do setor público já ultrapassa R$ 9,75 trilhões, evidenciando a magnitude do desafio que se impõe à gestão econômica.

No centro do debate, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, atribui parte significativa do problema à política monetária, apontando o Banco Central como o grande responsável pela elevação do custo da dívida, uma vez que metade dela está indexada à taxa Selic. No entanto, analistas econômicos ponderam que essa visão ignora um ciclo de retroalimentação: o próprio desequilíbrio fiscal, em níveis elevados, pressiona as expectativas de inflação e o risco país, o que, por sua vez, dificulta a redução dos juros básicos pela autoridade monetária. Essa tensão entre a política fiscal expansionista e a necessidade de controle inflacionário cria um cenário de difícil resolução.

Internamente, o governo parece reconhecer a gravidade da situação. Fontes da equipe econômica já alertaram, extraoficialmente, que, mantidas as tendências atuais, 2027 pode ser o ano do colapso das contas públicas, uma crise que teria o potencial de desencadear um colapso mais amplo da economia brasileira. Na prática, medidas recentes parecem ir na contramão do necessário ajuste: a flexibilização do arcabouço fiscal e a retirada de parte da meta de resultado primário podem comprometer a âncora de credibilidade. Além disso, despesas como o reajuste do salário mínimo acima da inflação e aumentos salariais para servidores públicos federais em patamar similar, somadas à expansão de programas sociais e previdenciários, devem gerar um poderoso efeito cascata nos gastos obrigatórios, dificultando ainda mais o controle da dívida.

Diante da complexidade do quadro, o Ministério da Fazenda tem buscado justificar os números pela herança da administração anterior. No entanto, a estratégia de apontar genericamente setores ou governos passados para explicar o fracasso no controle da dívida esbarra na falta de uma planilha detalhada e transparente que demonstre, de forma clara e objetiva, onde estão as deficiências estruturais e como o governo atual pretende revertê-las. A ausência de um plano fiscal crível e de amplo consenso, capaz de conciliar necessidades sociais com sustentabilidade macroeconômica, mantém o país em uma trajetória perigosa, onde o recorde da dívida não é apenas um número, mas um sinal de alarme para o futuro da estabilidade econômica brasileira.

Por: João Bosco

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