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DIPLOMATAS DA UNIÃO EUROPEIA APROVAM ACORDO COM O MERCOSUL

A União Europeia (UE) deu um passo decisivo para formalizar o seu apoio ao ambicioso acordo comercial com o Mercosul. A decisão preliminar, tomada pelos embaixadores dos Estados-membros, representa um avanço crucial para o pacto que se tornará o maior de sua categoria entre os dois continentes, abrangendo um mercado de cerca de 780 milhões de consumidores. Após anos de negociações complexas e intermitentes, a luz verde inicial foi dada na manhã desta sexta-feira (9), abrindo caminho para a etapa seguinte e mais formal do processo.

A aprovação ocorreu em uma reunião de embaixadores em Bruxelas, com a presença de três altos diplomatas diretamente envolvidos nas tratativas. O acordo estabelece um marco para o livre comércio entre os blocos, visando eliminar a maior parte das tarifas sobre produtos importados e facilitar o intercâmbio de bens e serviços. Com essa concordância provisória, os países-membros da UE têm até as 13h (horário de Brasília) para confirmar oficialmente seus votos por escrito, consolidando a posição comum do bloco europeu.

Doravante, o texto segue para a etapa final de ratificação no Parlamento Europeu, onde será submetido ao escrutínio e votação dos eurodeputados. Esta fase é fundamental, pois a casa legislativa tem o poder de aprovar ou rejeitar o acordo em sua totalidade. O aval parlamentar é a última grande barreira institucional a ser transposta antes que o pacto possa entrar em vigor, iniciando uma nova era nas relações econômicas entre a Europa e a América do Sul.

A conclusão deste tratado é vista como uma vitória geopolítica e econômica para ambos os lados, em um momento de reconfiguração das cadeias globais de abastecimento. Para o Mercosul, significa acesso privilegiado a um dos mercados mais ricos do mundo, com potencial para impulsionar exportações de commodities e produtos manufaturados. Para a União Europeia, representa a consolidação de uma parceria estratégica com uma região-chave, garantindo segurança no fornecimento de matérias-primas e alimentos. O acordo promete redefinir os fluxos comerciais transatlânticos por décadas.

Por: João Bosco

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