DEBATE AO GOVERNO DE MINAS GERAIS EVIDENCIA PROPOSTAS, ATAQUES E LACUNAS ENTRE CANDIDATOS

Mediado por Liliana Junger, encontro desta terça-feira (29) teve embates sobre IPVA, pedágio, saúde, agronegócio e infraestrutura; veja como se comportou cada candidato.
Na noite desta terça-feira (29), a Globo Minas exibiu o debate entre os candidatos ao governo de Minas Gerais. O encontro foi mediado pela jornalista Liliana Junger, que conduziu as interpelações com firmeza e administrou bem o debate. Ficou notória a diferença entre os candidatos que apresentaram propostas e plano de governo e os que partiram para ataques agressivos, tentando conquistar simpatia ou aversão popular com palavras vazias. O público, na verdade, buscava ouvir dos candidatos suas propostas e seu plano de governo, e não ataques e ofensas aos demais.

Gabriel (MDB) demonstrou conhecimento dos problemas do estado. Suas perguntas eram direcionadas para que, na réplica ou tréplica, pudesse trazer para si o assunto que lhe dava mais conforto. Quando outro candidato respondia às suas perguntas, Gabriel mudava o foco e apresentava suas ideias e propostas. No cômputo geral, saiu-se bem.

Cleitinho (Republicanos) mostrou que seu discurso é único: “eu vou governar para o povo, eu sou o povo”. No entanto, ao apresentar seu plano de governo, deixou muito a desejar e demonstrou desconhecer boa parte dos problemas do estado, apoiando-se na redução do IPVA e de outros impostos, mas sem explicar como compensaria as prefeituras pela perda de arrecadação. Cleitinho também se apoiou no valor das tarifas de pedágio cobradas em boa parte do estado. De modo geral, deixou lacunas em suas respostas às perguntas dos concorrentes.

O ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) mostrou-se mais preparado para o confronto do que para apresentar seu plano de governo. Demonstrou desconhecimento sobre ações do governo nas áreas da saúde, do agronegócio e da infraestrutura. Afirmou que a tarifa de pedágio pode ser reduzida da noite para o dia, mas, como é sabido, há contrato a ser cumprido e, em caso de discordância de um novo mandatário, uma ação judicial levaria tempo para ser resolvida. Kalil recorreu mais ao embate e a provocações do que à coerência. As cobranças de seus concorrentes recaíram sobre seus mandatos como prefeito de Belo Horizonte; ele tentou diferenciar os dois momentos, mas não apresentou claramente seu plano de governo. Seu desconhecimento foi bastante explorado pelos adversários.

Patrus Ananias (PT) falou bastante de sua posição política como ministro de Lula e apresentou tópicos para sua administração, caso seja eleito, mas não aprofundou as ideias, não deixando clara à população sua intenção, suas atitudes e mudanças. Diante da falta de transparência e objetividade, foi alvo de críticas dos demais ao último governo do PT no estado, resumindo-se a dizer que não poderia responder por seu colega de partido, ex-governador.

Flávio Roscoe foi um diferencial entre os candidatos ao demonstrar conhecimento em vários temas públicos quando questionado. Também mostrou conhecer bem o desenvolvimento e os problemas da indústria mineira, do agronegócio estadual e das exportações. Em um dos momentos, colocou Cleitinho em situação difícil ao perguntar como o candidato do Republicanos resolveria a falta de água no Norte de Minas e como compensaria as prefeituras pela redução do IPVA; Cleitinho não soube responder. No geral, Flávio Roscoe foi coerente quando questionado.

Mateus Simões (PSD), atual governador de Minas Gerais, levou vantagem ao expor os problemas e as realizações de seu governo. Foi assim que evidenciou certo desconhecimento de Alexandre Kalil ao responder a várias perguntas feitas pelo ex-prefeito. Simões foi muito objetivo em suas colocações e, ao lado de Flávio, protagonizou no fim um debate propositivo sobre as realizações do estado e o que Minas precisa para continuar entre os grandes exportadores brasileiros e ampliar o agronegócio mineiro. Quando o tema foi saúde, deixou Alexandre Kalil sem argumentos ao citar hospitais entregues em seu governo, o aumento das UBS e o número de cirurgias eletivas, entre outras ações.
Esse foi o retrato do debate exibido na noite de terça-feira (29) pela Globo Minas.









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