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CRUZEIRO VENCE BOCA JUNIORS EM NOITE DE CATIMBA, RACISMO E CONFUSÃO ARGENTINA

  • há 4 horas
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O Cruzeiro venceu o Boca Juniors por 1 a 0 na noite desta terça-feira (28), no Mineirão, em Belo Horizonte, pela Copa Libertadores da América. No entanto, o resultado positivo para o time celeste ficou em segundo plano diante da sucessão de episódios lamentáveis protagonizados pela equipe argentina. O primeiro tempo foi praticamente nulo do ponto de vista técnico: a bola pouco rolou em função da excessiva catimba do Boca, que recorreu a quedas simuladas, demora nas reposições e constantes reclamações à arbitragem. O juiz uruguaio Esteban Ostojich, fraco e permissivo, assistiu passivamente à cera argentina, perdendo o controle da partida ainda nos minutos iniciais. Nos acréscimos da primeira etapa, Barreiro foi expulso ao receber o segundo cartão amarelo; com um homem a menos, o time visitante viu sua principal arma — a interrupção do jogo — perder força, e o Cruzeiro enfim pôde impor seu futebol.

Na segunda etapa, o time celeste não deu trégua. Com pressão intensa do meio de campo para a frente, o Cruzeiro sufocou os argentinos, que já não conseguiam mais recorrer à catimba com a mesma eficiência. Aos 37 minutos, Neyser aproveitou jogada bem trabalhada e balançou as redes, garantindo a vitória e a liderança provisória do Grupo D. A atuação cruzeirense na etapa final confirmou a superioridade técnica e emocional do time brasileiro, que agora reassume o papel de candidato sólido à classificação para a segunda fase da Libertadores. Fica a crítica: o Boca Juniors, time de tradição no continente, preferiu a anti-jogo à dignidade esportiva, uma estratégia que, além de feia, revelou-se frágil diante de um adversário mais determinado.

Dois fatos tristes, porém, mancharam ainda mais a noite. Durante a primeira etapa, um torcedor argentino foi detido pela Polícia Militar após praticar gestos racistas: vídeos flagraram o homem apontando para o próprio braço, imitando macaco e fazendo referências à cor da pele de brasileiros presentes nas arquibancadas. Ele foi identificado rapidamente pelas câmeras de segurança, encaminhado à delegacia do estádio e posteriormente preso. A atitude covarde e criminosa envergonha não apenas o indivíduo, mas toda a torcida que veio ao Brasil para apoiar o Boca Juniors. Episódios como esse revelam um traço recorrente no futebol argentino: a naturalização do preconceito nas arquibancadas, algo que as autoridades esportivas seguem tratando com punições insuficientes.

O segundo episódio lamentável ocorreu após o apito final. Inconformados com a derrota, jogadores do Boca Juniors partiram para cima de atletas do Cruzeiro, que tentaram evitar o confronto físico. A confusão remeteu à final do Campeonato Mineiro e escancarou a má educação esportiva que parece estar enraizada em parte do futebol argentino: quando o talento não basta, a violência e a provocação viram armas. A atitude dos argentinos não apenas denigre a imagem histórica do clube bonaerense, como também poderá render punições severas da Conmebol. O Cruzeiro, felizmente, saiu com os três pontos e a consciência tranquila de quem venceu dentro e fora de campo, sem precisar apelar para a baixaria que infelizmente ainda mancha a Libertadores.

Por: João Bosco

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

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