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CORPO DE CRIANÇA DE 7 ANOS É ENCONTRADO APÓS SER ARRASTADO POR ENXURRADA

É com profundo pesar que confirmamos o trágico desfecho da busca por João Miguel Marques, de 7 anos. O corpo do menino foi encontrado na manhã deste sábado (17), após ter sido levado por uma violenta enxurrada durante um temporal na cidade de Pouso Alegre, no Sul de Minas. A criança foi sugada pela galeria pluvial próxima ao local onde brincava com mais dois amigos. O corpo de João Miguel foi localizado logo abaixo da saída dessa galeria, que deságua no Rio Mandu, pondo fim à angustiante espera de familiares e da comunidade.

O acidente ocorreu quando João Miguel e os amiguinhos brincavam dentro do córrego, uma atividade aparentemente comum, mas que se transformou em tragédia em questão de minutos. As águas subiram de forma abrupta e avassaladora devido à intensidade do temporal, tornando impossível qualquer reação. As outras duas crianças conseguiram se salvar, uma delas graças à intervenção de um vizinho que agiu rapidamente. Este momento de resgate, registrado por uma câmera de segurança, torna a perda ainda mais pungente, evidenciando como a tragédia esteve a um passo de ser evitada, mas também a coragem diante do perigo iminente.

Diante da comoção geral, o Prefeito Municipal declarou oficialmente três dias de luto, manifestando publicamente seu pesar e solidariedade à família enlutada. Esta medida não apenas honra a memória do pequeno João Miguel, mas também reconhece publicamente a dor coletiva de uma cidade que viu uma vida tão jovem ser ceifada de maneira tão súbita e violenta. Em momentos como este, a formalidade do luto oficial serve como um gesto de união, permitindo que a comunidade se una no sentimento de perda e reflita sobre a imprevisibilidade das forças da natureza.

A tragédia levanta questões urgentes sobre infraestrutura urbana e prevenção de riscos, especialmente em áreas propensas a alagamentos. Embora eventos climáticos extremos sejam difíceis de controlar, a existência de pontos de drenagem que se transformam em armadilhas mortais demanda uma revisão urgente por parte do poder público. A história de João Miguel deve servir como um alerta solene para a implementação de medidas preventivas no local, principalmente, em períodos de chuva e campanhas de conscientização sobre os perigos de brincar em ou perto de galerias e córregos.

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