CENÁRIO ELEITORAL MINEIRO PERMANECE INCERTO COM DISPUTAS E CANDIDATURAS EM DEFINIÇÃO
- jbcomunicacoes100
- 16 de jan.
- 2 min de leitura

A corrida eleitoral para o governo de Minas Gerais segue indefinida quanto às principais candidaturas, mesmo com pesquisas de intenção de voto apontando a liderança do deputado Cleitinho Azevedo e do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. A indefinição persiste porque muitos dos potenciais candidatos ainda não anunciaram se oficializarão seus nomes aos partidos ou se manterão as mesmas filiações partidárias.
Dois nomes, no entanto, já estão formalmente confirmados na disputa. O primeiro é o do vice-governador Mateus Simões (PSD), cuja filiação ao partido inviabilizou a pretensão do senador Rodrigo Pacheco de concorrer pela mesma legenda. A movimentação de Simões carrega consigo o apoio consolidado do PP e do União Brasil, além de contar com o respaldo do partido do governador Romeu Zema (Novo). O outro candidato oficializado é o de Alexandre Kalil (PDT), que aguarda um possível apoio unificado da esquerda, mas vê sua candidatura ameaçada caso o presidente Lula opte por direcionar o PDT para sustentar candidaturas mais alinhadas ao PT.
A grande interrogação do pleito continua sendo a decisão do senador Rodrigo Pacheco. Caso confirme sua candidatura ao Palácio da Liberdade, a incógnita será qual partido o abrigará, com a probabilidade de ser uma legenda de centro-esquerda, conforme o desejo do presidente Lula. A aposta do Palácio do Planalto seria uma chapa encabeçada por Pacheco, com o ministro Alexandre Silveira como vice, numa tentativa de consolidar uma frente ampla para reverter a atual correlação de forças no estado.
Enquanto isso, Cleitinho Azevedo, que lidera as pesquisas desde o início, ainda não decidiu se será candidato ou se apoiará o vice-governador, movimento que, se concretizado, poderia conceder uma significativa alavancagem a Mateus Simões ao agregar o apoio também do PL. A surpresa das pesquisas é a força da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), que figura em terceiro lugar e surge como uma carta na manga do presidente Lula, que já a mencionou publicamente. O PT, que deve formar uma aliança com MDB, PSB e PDT, aguarda a decisão final de Rodrigo Pacheco. Se o senador confirmar sua entrada na disputa, a candidatura de Kalil ficará seriamente comprometida, reconfigurando todo o tabuleiro eleitoral mineiro.








Comentários