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AVÔ É CONDENADO A 84 ANOS DE PRISÃO POR ESTUPRO CONTRA NETAS E MENOR NO SUL DE MINAS

Em Alfenas, no Sul de Minas Gerais, um homem foi condenado a 84 anos de prisão por cometer uma série de estupros contra as próprias netas e uma criança do círculo familiar. Os crimes hediondos foram perpetrados entre os anos de 2008 e 2019, revelando um longo período de violência silenciosa e abusos sistemáticos. A condenação foi proferida pela 2ª Vara Criminal da comarca, cujo magistrado afirmou, em sua decisão, não ter dúvidas quanto à autoria dos crimes, consolidando as provas apresentadas em um processo movido pelo Ministério Público de Minas Gerais.

As investigações apuraram que os abusos sexuais foram cometidos principalmente contra duas de suas netas, que tinham por volta de 14 anos à época dos primeiros ataques. Além delas, a irmã de sua nora, uma menina de apenas sete anos, também foi violentada pelo acusado, demonstrando um padrão de predação voltado a crianças e adolescentes sob seu círculo de confiança e autoridade familiar. A violência prolongada deixou profundas marcas psicológicas nas vítimas, que só posteriormente encontraram coragem para denunciar os crimes.

Em sua decisão, a Justiça enquadrou as condutas do réu nos crimes de estupro de vulnerável e atentado violento ao pudor, considerando a grave violação da dignidade e da inocência das crianças. A pena total de 84 anos de reclusão reflete a gravidade dos delitos e a necessidade de reprovação social e isolamento do agressor, que deverá cumprir o regime inicialmente fechado. A sentença também serve como um forte recado da Justiça mineira sobre a intolerância a crimes sexuais contra menores, especialmente quando cometidos no ambiente doméstico.

O caso, que chocou a comunidade de Alfenas, evidencia a importância da atuação firme do Ministério Público e do Poder Judiciário no combate à violência sexual intrafamiliar. A condenação, além de representar uma medida de justiça para as vítimas, reforça a necessidade de romper o silêncio que frequentemente envolve tais crimes e de garantir que os responsáveis sejam responsabilizados, independentemente de seu vínculo com as vítimas. A sociedade local espera que a sentença contribua para o processo de reconstrução das jovens sobreviventes e iniba a ocorrência de tragédias similares.

Por: João Bosco

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