ATLÉTICO ATROPELA CRUZEIRO NO CLÁSSICO, SOBE PARA 11º E PROVOCA UMA NOVA CRISE CELESTE
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O Atlético venceu o clássico mineiro na noite deste sábado (2) por 3 a 1 e assumiu a 11ª posição na tabela do Campeonato Brasileiro, agora com 17 pontos. O resultado positivo recoloca o Galo em uma faixa mais tranquila da competição, ainda que longe do pelotão de frente. Já o Cruzeiro segue estacionado na 14ª colocação, com 16 pontos, perigosamente próximo à zona de rebaixamento. A diferença entre os rivais na classificação é mínima, mas a atuação em campo foi amplamente favorável ao time alvinegro.

A partida começou de forma arrasadora para o Atlético, que abriu o placar antes dos dez primeiros minutos, um golpe precoce que pareceu desmontar a estrutura tática montada pelo técnico Artur Jorge no Cruzeiro. A equipe celeste jogou muito aquém do futebol que vinha apresentando desde a chegada do treinador português, realizando sua pior atuação na nova era. O Cruzeiro de ontem lembrou, sobretudo, o time da desastrosa gestão de Tite: sem conseguir desenvolver o futebol de passes curtos e troca de posições, resumiu-se a chutes de longa distância que não levaram a lugar nenhum.

Além da fragilidade técnica, o clássico ficou marcado por três expulsões que escancararam o total desequilíbrio emocional de alguns atletas. Keny Arroyo, logo após receber um cartão amarelo, tomou o vermelho em um lance que expôs toda sua infantilidade e nervosismo. Na sequência, Kaiki Bruno, que já não conseguia apresentar seu bom futebol, mostrou desequilíbrio emocional desde o início, culminando em expulsão desnecessária que prejudicou ainda mais sua equipe. Pelo lado do Atlético, o também descontrolado Lyanco, com o jogo já ganho por 3 a 0, aplicou um chute violento em Bruno Henrique que, se pegasse em cheio, poderia ter quebrado a perna do adversário – um lance que felizmente não resultou em lesão grave, mas que manchou a vitória alvinegra.

O placar elástico, diante dos resultados anteriores de ambas as equipes, foi uma grande surpresa não apenas para os cruzeirenses, mas também para os atleticanos. A expectativa era de um clássico mais equilibrado, mas o que se viu foi uma atuação dominante do Atlético e um Cruzeiro irreconhecível, frágil emocional e taticamente. Resta agora ao time celeste uma dura reflexão para evitar que a queda de rendimento se torne uma queda de fato na tabela, enquanto o Galo tenta transformar a vitória no início de uma reação consistente no campeonato.
Por: João Bosco
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro









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