Após vaias em casa, Atlético-MG encara América sob pressão e com futuro de Sampaoli em xeque
- jbcomunicacoes100
- há 4 horas
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Após ser vaiado pela própria torcida ao deixar a Arena MRV no último domingo (18), o Atlético Mineiro volta a campo nesta quarta-feira (21), desta vez no estádio Independência, para o primeiro clássico do ano contra o América-MG. O duelo antecede outro confronto de grande tensão, o clássico contra o Cruzeiro, marcado para o próximo domingo (25). A sequência de resultados negativos em curto espaço de tempo coloca o time diante de um teste crítico de reação, com o ambiente interno sob forte pressão.

O início de temporada do Galo tem sido marcado por atuações abaixo do esperado. A equipe, que empatou seus dois primeiros jogos com um time alternativo, também não conseguiu vencer o Tombense na estreia do time principal diante de sua torcida, resultando nas vaias que ecoaram no final da partida. A falta de eficiência e de um futebol convincente, mesmo com a entrada dos titulares, amplifica a sensação de crise e levanta dúvidas sobre a evolução do trabalho.

O momento é ainda mais grave quando se observa o retrospecto recente. Nos últimos dez jogos sob o comando do argentino Jorge Sampaoli, o Atlético Mineiro soma apenas uma vitória. Um novo tropeço diante do América-MG pode colocar definitivamente a cabeça do treinador na guilhotina. Na verdade, para uma parcela significativa da torcida e da análise especializada, a instabilidade e as escolhas de Sampaoli já são apontadas como o maior problema do clássico mineiro, refletindo-se diretamente no desânimo da massa atleticana.

A crítica central recai sobre o desequilíbrio do técnico. Sua postura explosiva e antagônica à beira do gramado parece contaminar o desempenho dos atletas dentro das quatro linhas. Somado a isso, o Galo tem entrado em campo repetidamente com escalações e esquemas táticos considerados questionáveis, que não se adequam ao elenco disponível. Essa combinação de fatores — falta de estabilidade emocional, decisões técnicas duvidosas e resultados insuficientes — forma um ciclo vicioso que precisa ser quebrado com urgência, começando por uma reação imediata no clássico desta quarta-feira.
Por: João Bosco









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