AMEAÇA NÃO SE RESPONDE COM SILÊNCIO: CLEITINHO REAFIRMA APOIO A FLÁVIO BOLSONARO E EXPÕE O AUTORITARISMO DO DISCURSO DE LULA

Após ser citado pelo presidente Lula, candidato à reeleição, em tom de ameaça, Cleitinho, governador eleito no primeiro turno em Minas Gerais, reagiu e usou as redes sociais para reafirmar sua posição e seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, nesta sexta-feira (10). Com isso, justificou sua posição ideológica e sua gratidão ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que o apoiou quando disputou uma vaga no Senado.
“Desde janeiro deste ano já me posicionei: estou apoiando Flávio Bolsonaro. Está registrado até na tribuna do Senado. Estou fazendo isso porque sou de direita, né, e também por gratidão a Jair Messias Bolsonaro, que me apoiou na minha eleição para o Senado”, declarou Cleitinho.

A reação do governador eleito evidencia que a tentativa de constranger publicamente um adversário produziu efeito contrário: reforçou a percepção de que o discurso de Lula em Ipatinga tratou o investimento federal como moeda de troca eleitoral e a autonomia de Minas Gerais como obstáculo a ser enquadrado. Ao afirmar que Cleitinho deveria “ficar quietinho” e que obras seriam paralisadas caso o governo federal não vencesse a eleição, o presidente-candidato ultrapassou os limites do debate político e flertou com a chantagem institucional. A resposta de Cleitinho devolve ao centro do debate o respeito ao pacto federativo, à soberania das urnas e à liberdade de posicionamento dos agentes públicos. Não se governa o país ameaçando estados nem se pretende silenciar governadores eleitos; governa-se com respeito institucional e com recursos públicos tratados como direito do cidadão, não como favor condicionado a conveniência eleitoral.
Por: João Bosco








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