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ACERVO DO CORREIO DO SUL É DOADO À FUNDAÇÃO CULTURAL DE VARGINHA E GARANTE PRESERVAÇÃO DE OITO DÉCADAS DE HISTÓRIA REGIONAL

  • há 3 horas
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A história de Varginha e do Sul de Minas Gerais ganha um novo capítulo com a entrega do acervo completo do jornal Correio do Sul à Fundação Cultural de Varginha. O periódico, que circulou por mais de oito décadas, é considerado um marco na imprensa regional, tendo documentado os principais acontecimentos locais, nacionais e mundiais desde a década de 1940. O acervo transferido compreende 226 edições encadernadas, totalizando cerca de 15 mil exemplares e estimadas 200 a 300 mil páginas de registros históricos.

O prefeito Leonardo Vinhas Ciacci destacou a relevância da doação para a cidade. "É um marco na história da nossa cidade. Um periódico que, por mais de 80 anos, levou informação de qualidade, isenta e imparcial a todos os cantos desse Brasil", afirmou. Ele acrescentou que o jornal merece todo o respeito e consideração pela participação ativa na trajetória do município. O chefe do Executivo municipal agradeceu publicamente àqueles que tornaram possível a transferência do material.

Antônio Carlos Medes Campos, que atuou como editor-chefe do Correio do Sul desde a década de 1990, ressaltou o valor documental do material. Segundo ele, "as últimas oito décadas não foram compostas apenas por notícias, mas por um trabalho contínuo de investigação e construção da história regional". O jornalista enfatizou que o principal aspecto desse legado é garantir que a história vasta e significativa seja destinada a um local que assegure o acesso público e a proteção necessária.

O diretor-superintendente da Fundação Cultural, Marquinho Benfica, reforçou o compromisso da instituição com a preservação do patrimônio. "Este acervo é, em essência, a própria história da cidade. Por isso, nós nos comprometemos a dispensar todos os esforços necessários para sua adequada conservação, manutenção e disponibilização à população", declarou. As coordenadoras técnicas do Patrimônio Cultural, Danielle Guimarães e Eliana Costa, também destacaram a importância do jornal como fonte inestimável de pesquisa para toda a região mineira.

Fundado em 14 de julho de 1945, ainda durante os últimos meses da Segunda Guerra Mundial, o Correio do Sul passou por diferentes gerações de gestão familiar, com diretores como Francisco Rosenburg, Carlos Silva, Mariano Campos, Toninho Campos e Guilherme Paiva Campos. O trabalho de conservação do acervo já foi iniciado pela equipe da Fundação Cultural, e em breve o material estará aberto à consulta pública. "Manter esse patrimônio é garantir que as futuras gerações tenham acesso à memória da cidade", concluiu Marquinho Benfica.

Por: João Bosco

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